São Paulo, segunda-feira, 28 de outubro de 2002

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DIPLOMACIA

Em reunião reservada para amigos e representantes estrangeiros, presidente eleito diz que sabe do significado de sua vitória para o Brasil e para o continente latino-americano

Lula diz que olhará para América Latina

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem que sabe o que significa sua eleição para o Brasil e para todo o continente latino-americano. Disse que governará "olhando para o povo brasileiro mas também para o povo da nossa querida América Latina".
Lula fez a afirmação durante discurso improvisado para uma platéia de cerca 150 amigos e representantes de governos estrangeiros. Tratava-se de uma confraternização fechada à imprensa à qual a Folha teve acesso.
Ele disse que fará de tudo para que o continente viva em harmonia e paz, "mas também sem fome". "Quero mostrar para os pobres do nosso continente que eles podem, que são capazes", disse.
Segundo o presidente eleito, sua eleição é um exemplo para que todos aqueles que no continente lutam por uma sociedade mais justa não esmoreçam.
Lula disse que está colhendo hoje o que muitos plantaram, "no Brasil e na América Latina", muito antes até de o PT ser fundado.
Na reunião, o senador eleito Aloizio Mercadante (PT-SP) leu uma carta do primeiro-ministro da Alemanha, Gerhard Schröder, entregue por um representante do governo alemão.
No documento, Schröder afirmava que a Alemanha tem todo o interesse em estreitar ainda mais o relacionamento com o Brasil.
Mercadante leu também uma carta de Jacques Chirac, presidente francês, que dizia que a França sabe identificar os grandes acontecimentos históricos do mundo.

Clima
Na sala reservada, as pessoas que esperavam pelo presidente eleito assistiram à reportagem do "Fantástico" que contava a trajetória de Lula. Vários amigos do petista choraram.
Quando Lula chegou ao local, muitos subiram nas cadeiras para aplaudi-lo e cantar parabéns.
A platéia vaiava todas as vezes em que os apresentadores do "Fantástico" faziam perguntas consideradas "inconvenientes" a Lula, como a que Pedro Bial fez sobre o que o presidente eleito esperava como reação do mercado financeiro hoje.


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