São Paulo, quarta-feira, 04 de abril de 2007

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COMÉRCIO INTERNACIONAL

Governo rebate críticas dos EUA sobre barreira comercial

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O Ministério das Relações Exteriores refutou ontem as críticas presentes em relatório divulgado pelo USTr (Departamento do Comércio norte-americano) na segunda-feira. A Pasta diz reconhecer o direito de o governo dos EUA de criticar a capacidade de setores americanos de entrar no mercado brasileiro, mas afirma que os produtos brasileiros mais competitivos também encontram dificuldades no mercado americano.
Segundo o diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, ministro Roberto Azevedo, o governo brasileiro não aceita ataques ao modelo econômico como um todo ou ao grau de abertura da economia brasileira. "O grau de abertura da economia brasileira tem tido avanços significativos e a média das tarifas de importação está um pouco acima de 10%."
No documento anual de avaliação sobre a prática comercial de seus parceiros, o Brasil está entre os 63 países que receberam críticas. O texto afirma que há barreiras, custos e tarifas altas para exportar para o país.
Segundo Azevedo, a tarifa de importação que o Brasil consolidou na OMC (Organização Mundial do Comércio) é de 35% -tarifa máxima que o Brasil pode adotar. Mas o país só usa o limite nas importações de automóveis.
Segundo o diplomata, são vários os exemplos de dificuldades para os exportadores venderem aos EUA. Produtores de suco de laranja, cita ele, pagam taxas que chegam a 60% e enfrentam processos de defesa comercial. O brasileiro etanol paga US$ 0,14 por galão para entrar nos EUA, mais 2,5% sobre o valor da venda.


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