São Paulo, segunda-feira, 17 de agosto de 2009

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Cruzeiro e Santos se afundam em BH

Times erram demais, distanciam-se dos primeiros lugares do Brasileiro e veem degola mais perto que G4

Cruzeiro 0
Santos 0


DA REPORTAGEM LOCAL

Nada mais emblemático para o atual momento que Cruzeiro e Santos vivem na temporada do que o empate sem gols de ontem à noite, no Mineirão.
Com 21 e 25 pontos, respectivamente, mineiros e paulistas, que já se viam cada vez mais distantes da luta pelo título, afastam-se também da disputa por um lugar na Libertadores.
O São Paulo, atual dono da última vaga para o interclubes, está oito pontos à frente dos santistas e 12 dos cruzeirenses.
Hoje, a faixa do descenso se mostra mais próxima dos dois do que o G4. O Santo André, primeiro membro da zona da degola, tem 18 pontos, apenas três a menos que o Cruzeiro.
Os duelistas mostraram desde o início do confronto por que atravessam momentos tão aflitivos no campeonato.
O primeiro tempo se resumiu a uma irritante sucessão de passes errados, faltas e impedimentos que impossibilitaram qualquer chance de os torcedores presentes no Mineirão sonharem com tempos melhores.
No lado dos santistas, dois lances seguidos ainda quebraram um pouco o futebol pífio da etapa inicial. Ambos pelo alto.
Aos 22min e aos 23min, duas cabeçadas, uma do atacante Kléber Pereira e outra do volante Rodrigo Souto, quase resultaram em gols. Fábio defendeu a primeira e só observou a segunda triscar seu travessão.
O estreante George Lucas sofreu na lateral direita. Primeiro, porque errou os três primeiros passes tentados. Depois, porque recebeu broncas ao pé do ouvido de Vanderlei Luxemburgo, que estava agitado.
Nem mesmo o meia Madson, habitualmente o homem encarregado de desafogar o meio- -campo alvinegro, destacou-se.
Já o Cruzeiro continua sofrendo com o desmanche de seu miolo após a perda da Libertadores -saíram Ramires, Wagner e Gérson Magrão.
Ontem, o responsável pela criação das jogadas cruzeirenses era o "ex-lateral-esquerdo" Gilberto, que recebeu a camisa 10 em seu retorno ao clube.
Visivelmente desentrosado, o setor mais cerebral do time não conseguia fazer a bola chegar a Kléber e Wellington Paulista, que mais observaram o jogo do que participaram dele.
Tanto é que a primeira chance de gol da equipe só veio aos 10min da etapa final, num chute do lateral-direito Jonathan.
Felipe e Fábio, por sinal, trabalharam um pouco mais a partir dos 15min, quando os times foram ao ataque. Nenhum dos dois, porém, festejou ou lamentou algum gol no Mineirão.


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