São Paulo, sábado, 10 de dezembro de 2005

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MÚSICA

Banda mostra composições inéditas e o repertório de seu segundo disco, "Filme Brasileiro", hoje, no Sesc Pompéia

DonaZica apresenta sua MPB de cara nova

ADRIANA FERREIRA SILVA
DA REPORTAGEM LOCAL

O DonaZica, um dos principais grupos da, essa sim "nova", MPB lança hoje o álbum "Filme Brasileiro". O trabalho (leia crítica abaixo) traz sete faixas, mas poderia ter muitas outras.
"No show, vamos mostrar quatro músicas inéditas", conta a cantora e compositora Iara Rennó. Por que então elas não estão no CD? "É um projeto da gravadora Elo Music, que tem esse formato de CD econômico", explica.
É uma pena que tenha sido assim, porque, ouvindo as escolhidas para compor "Filme Brasileiro", dá vontade de escutar muitas mais. A fina ironia das letras de Iara e Andreia Dias formam a maior parte do repertório, que tem ainda parcerias de Rennó com o trompetista Guilherme Mendonça e BNegão e com sua mãe, a cantora Alzira Espíndola.
Como no CD anterior, "Composição", é nítida a influência da vanguarda paulista de Alzira e Itamar Assumpção -pai de Anelis Assumpção, outra integrante da banda-, que ganha um animado "toque DonaZica", com pitadas de samba, jazz e rock.
"Mais uma vez, temos esse "papai e mamãe". Eles estão mais presentes neste disco", conta Rennó. Além da participação de Alzira, há uma inédita de Itamar, a canção "Mulher Segundo Meu Pai", interpretada por Anelis.
Ainda que seja um elogio, Rennó diz que a comparação com a vanguarda paulista é uma "faca de dois gumes". "Para nós, que fomos criados acompanhando essa música, é uma honra", fala.
"Por outro lado, a vanguarda foi tida como maldita porque era elitizada, elaborada demais. Isso restringe um pouco para nós", acredita Rennó. "Não queremos ser ouvidos só por gente "cabeça". Espero que esse disco seja visto de uma outra forma, como uma coisa mais universal."
A intenção, diz ela, é que o CD os leve para além do circuito "cult" paulistano. Se depender de músicas como "Vixe Maria", a passagem está garantida.
Parceria de Andreia e Iara, a faixa é um samba que lembra composições de Adoniran Barbosa e Chico Buarque. "Tinha a letra, mas não gostava. Joguei na mão da Andreia, que fez a melodia. Eu harmonizei e fizemos juntas a segunda parte", relata Rennó.
Esse espírito de toma-lá-dá-cá permeia todo o processo do DonaZica. "Somos nove pessoas muito criativas. É uma avalanche de idéias." E parece mesmo.


DonaZica
Quando:
hoje, às 21h
Onde: Sesc Pompéia (r. Clélia, 93, Lapa, tel. 0/xx/11/ 3871-7700)
Quanto: R$ 4 a R$ 12


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