São Paulo, sábado, 09 de abril de 2005

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TERRA SEM LEI

Tato confessa crime e culpa Bida e Taradão

SILVIO NAVARRO
DA AGÊNCIA FOLHA

Em duas acareações separadas, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, apontou ontem os fazendeiros Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, e Regivaldo Pereira Galvão, o Taradão, como os mandantes do assassinato da missionária americana naturalizada brasileira Dorothy Stang, em fevereiro, na cidade de Anapu (oeste do Pará).
Preso desde o dia 19 de fevereiro, acusado de ser o intermediário do crime, Tato decidiu chamar a Promotoria para revelar como foi firmado o "consórcio" e, pela primeira vez, admitiu ter sido o intermediário do crime, o que sempre havia negado.
Segundo o promotor Lauro Freitas Junior, de Pacajá, Tato "se sentiu sozinho, sem apoio do advogado" e relatou que sua mulher, Elizabeth da Cunha, estava sendo ameaçada por familiares de Bida, preso desde 27 de março.
No novo depoimento, Tato apontou a parceria entre Bida e Galvão para matar a missionária. Na ocasião, disse que ouvia dos fazendeiros que a freira "incomodava com suas freqüentes denúncias ao Ibama e à Procuradoria".
Tato também confessou ter contratado, a mando dos fazendeiros, Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, e Clodoaldo Carlos Batista, o Eduardo, para matar a freira. Fogoió confessou ser o autor dos disparos. Ambos estão presos.


Colaborou JAQUELINE ALMEIDA, colaboração para a Agência Folha, em Belém


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