São Paulo, quarta-feira, 04 de outubro de 2006

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RÉGIS ANDAKU

Espere por mim em Tóquio


Estrela internacional, Roger Federer lota ginásios, leva fãs à histeria no mundo todo e garante sucesso de eventos


UM PAR de olhos puxados assistiu atentamente a todos os jogos de Roger Federer na edição deste ano do Torneio de Wimbledon. A cada rodada, o senhor Sanji Arisawa saía da quadra mais satisfeito, feliz e, obviamente, admirando ainda mais o suíço.
Arisawa havia ido à Inglaterra com uma única missão: garantir a presença do número um do mundo na atualidade na competição da qual é diretor técnico: o Torneio de Tóquio, ATP Tour disputado na capital japonesa nesta semana.
Pois este simpático senhor voou depois de Londres para casa feliz da vida: não só havia assinado um contrato com o suíço, garantindo sua participação no evento em Tóquio, como vira Federer terminar Wimbledon como tricampeão e mais valorizado ainda.
Há dez dias, Arisawa passou por novos momentos de emoção acompanhando Federer. Assistiu aos seus três jogos na repescagem da Davis, contra o time sérvio. Temia que, na defesa por seu país ou por simples azar, Federer se machucasse e assim não conseguisse jogar aqui em Tóquio. Arisawa conta que, antes e durante o confronto, rezou muito para proteger Federer. Deu certo.
A euforia de Arisawa se explica: desde que Federer jogou pela Copa Davis e saiu ileso, os ingressos para o Torneio de Tóquio evaporaram. Camarote ao lado da quadra, para quatro pessoas? Esgotados para todos os dias. Cadeiras de fundo próximas à quadra? Também esgotados para todos os dias. Cadeiras laterais? Todas vendidas.
Ainda existem ingressos, sim, mas só para os lugares mais distantes, quase fora do Ariake Tennis Forest Park, um complexo em uma área bacana da capital japonesa com uma bela vista para a baía de Tóquio.
Até o imperador tirou sua "casquinha" nesse tour de Federer pelo oriente: no sábado, o suíço foi até o palácio imperial para um bate-bola e um almoço com sua alteza. Ontem, foi a vez de quase mil japoneses armados de telefone celular (com câmeras, óbvio) cercarem Federer durante um mero treino de meia hora.
E Federer? Sempre teve curiosidade em conhecer Tóquio (tamanha a propaganda que a namorada, Mirka Vavrinec, sempre fez do lugar e de seu povo).
Agora, na cidade, aproveita a gastronomia local (sushis e sashimis, principalmente), ri e se diverte. Disputado a tapa no mundo inteiro, Federer atualmente se dá ao luxo de escolher onde e quando jogar sem se preocupar com nada, além de simplesmente jogar, e recebendo um bom dinheiro por isso.
Virou um pop star, uma estrela internacional. Do tipo que olha para o vídeo, com uma cara nada japonesa, e fala: "Tokyo-de, matê-te-nê". Algo como "espere por mim em Tóquio". Os japoneses, sempre obedientes e disciplinados, esperam. O senhor Arisawa obedece e espera. E, hoje, até o imperador obedece Federer.

NO RS
O gaúcho Franco Ferreiro venceu o Challenger de Gramado com a desistência, na final, de Thiago Alves. Apesar da derrota, Alves segue como melhor brasileiro no ranking, em 95. Nesta semana, alguns dos melhores tenistas brasileiros jogam o Challenger de Quito.

AINDA NO RS
São Leopoldo recebe nesta semana um evento da série Future. A disputa rola nas quadras de saibro do São Leopoldo Tênis Clube. Na semana que vem, será a vez de Novo Hamburgo receber seu Future.

EM MG
As quadras de saibro do Praia Clube, em Uberlândia, recebem nesta semana a quarta etapa do Circuito Unimed, dedicado a tenistas infanto-juvenis. Os jogos, com entrada gratuita, vão ate domingo.

reandaku@uol.com.br


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