São Paulo, sexta-feira, 18 de outubro de 2002

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26 MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA DE SP

Mostra BR de Cinema programa 18 longas brasileiros recentes, com objetivo de divulgar internacionalmente a produção local

Vitrine nacional

SILVANA ARANTES
DA REPORTAGEM LOCAL

A programação da 26 Mostra BR de Cinema, que começa hoje para o público, é 15% brasileira. Dos 319 títulos (de 50 países) que o festival exibirá até 31 de outubro, 48 são nacionais (13 curtas e 35 longas-metragens).
Três longas inauguram hoje as sessões da vertente brasileira da mostra: o documentário "A Cobra Fumou", de Vinicius Reis, sobre a participação de pracinhas brasileiros na Segunda Guerra Mundial; a adaptação teatral (de texto de Plínio Marcos) "Dois Perdidos numa Noite Suja", de José Joffily, e "O Canto do Mar".
Este último foi filmado em 1954 pelo cineasta Alberto Cavalcanti (1897-82), homenageado com retrospectiva de 17 de seus filmes, e debate (no dia 23) sobre sua obra.
"A Cobra Fumou" e "Dois Perdidos numa Noite Suja" não estrearam no circuito comercial, mas já participaram de outros festivais. Na mesma situação estão 15 dos 18 longas da safra recente exibidos pela Mostra. Apenas três são totalmente inéditos: "Lara", de Ana Maria Magalhães, "35 - O Assalto ao Poder", de Lauro Escorel, e "Vida e Obra de Ramiro Miguez", de Alvarina Souza Silva.
Magalhães reconstrói a trajetória da atriz Odete Lara, interpretada por Christine Fernandes. A estréia do longa está prevista para 8 de novembro. O fotógrafo Lauro Escorel faz um documentário sobre os levantes contra o governo Getúlio Vargas, em 1935, e as origens do comunismo no Brasil.
A programação brasileira da Mostra Internacional de Cinema não passa propriamente por uma seleção. "Com os brasileiros somos muito generosos", diz o diretor do evento, Leon Cakoff.
Na prática, a Mostra não recusa nenhum filme nacional que se inscreva a participar. Apenas razões técnicas, como a falta de cópias disponíveis -caso neste ano de "Seja o que Deus Quiser!", de Murilo Salles- podem deixar um filme brasileiro de fora.
Cakoff diz que abre espaço para a cinematografia nacional considerando que a Mostra pode ser uma vitrine para tornar os filmes conhecidos internacionalmente.
Ana Maria Magalhães aposta nisso. "Não estou pensando em prêmio, mas na visibilidade internacional." Cineastas com até três filmes no currículo participam da competição Novos Diretores.
Além de Magalhães, estão na disputa os brasileiros Alexandre Stocker ("Cama de Gato"), Alvarina Souza Lima, Anna Muylaert ("Durval Discos"), Isa Albuquerque ("Histórias do Olhar"), Karim Aïnouz ("Madame Satã"), José Padilha ("Ônibus 174"), Rafael Conde ("Samba Canção"), Renato Falcão "(A Festa de Margarete"), Ricardo Pinto e Silva ("Querido Estranho") e Vinícius Reis.


Veja programação completa em www.folha.com.br/especial/2002/mostrabrdecinema

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