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São Paulo, domingo, 02 de março de 2003


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Capital de risco é opção para viabilizar negócio

FREE-LANCE PARA A FOLHA

Como alternativa ao crédito oferecido por bancos, as empresas com potencial para um grande salto de faturamento a curto prazo -em geral, dedicadas à tecnologia- podem buscar nos fundos de capital de risco um "sócio" que viabilize a implantação ou a ampliação do negócio.
Essas carteiras reúnem o capital de investidores que esperam obter alta rentabilidade com empresas que crescerão muito em pouco tempo. "Procuramos boas oportunidades para investir, mas a empresa tem de provar que tem potencial para crescer com vigor", conta André Burger, 42, sócio-diretor da SPFundos, que administra uma carteira de R$ 24 milhões e aplica entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões por empresa.
A principal vantagem do sistema, apontada pelo consultor do Sebrae Luiz Ricardo Grecco, é que, ao fazer o aporte, o fundo passa a compartilhar os riscos com o empresário. "O banco não quer saber se a empresa deu certo para cobrar o empréstimo."
Outros aspectos atraentes são o prazo -de dois a cinco anos, quando o fundo vende sua fatia para o empreendedor- e o pouco mensurável e aporte de habilidades, que inclui experiência em gestão e rede de contatos.
A modalidade é pouco difundida no Brasil, em parte porque o foco de interesse dos investidores é restrito, em parte porque os empresários não conhecem o sistema e suas exigências ou resistem a ter o fundo como sócio.
"O grande problema é fazer o empresário entender a necessidade de uma pesquisa rigorosa e de um projeto confiável", avalia Antonio Lombardi, 31, gerente de novos negócios do escritório De Rosa, Siqueira Advogados Associados, que faz projetos de investimento para fundos de capital.
A disposição dos fundos não representa dinheiro fácil. "Os critérios são rigorosos", avisa Burger. Junto com o dinheiro, vem um sócio exigente que cobrará, entre outros, o cumprimento do plano de crescimento, cobrará desempenho e resultados e compartilhará decisões. "Não é uma opção para quem tem a empresa como extensão do lar."


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