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Assalto a astro da natação prejudica imagem da cidade, diz Comitê Rio 2016

Para o Comitê Rio 2016, o episódio de violência contra nadadores dos Estados Unidos na madrugada de sábado (13) para domingo (14) prejudica a imagem da cidade do Rio de Janeiro, não a dos Jogos Olímpicos.

Detentor de 12 medalhas olímpicas, Lochte foi a uma festa no Club France, casa temática sobre a França na região da Lagoa Rodrigo de Freitas. Acompanhado de Thiago Pereira e da mulher do brasileiro, Gabriela, além de outros nadadores, foi ao local para comemorar o aniversário de um amigo.

No caminho, o táxi de Lochte foi parado e assaltado. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos afirmou que outros três nadadores (Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen) estavam no carro.

Segundo a versão dos atletas, os bandidos fizeram uma espécie de falsa blitz, apresentando supostos distintivos policiais. Eles afirmam que um agente chegou a colocar a arma na cabeça de Lochte.

Martin Meissner/Associated Press
O nadador americano Ryan Lochte após prova na Rio-2016
O nadador americano Ryan Lochte após prova na Rio-2016

"Eu acho que são duas imagens paralelas. Não prejudica a imagem dos Jogos. Eles competiram, ganharam medalhas. Mas acho que sem dúvida nenhuma prejudica a imagem da cidade", afirmou Mario Andrada, diretor de comunicação do comitê organizador, em entrevista coletiva. "Prejudica a imagem do esquema de segurança que está sendo montado há meses. Muitas vezes eles falaram que o esquema ia ficar seguro como um todo."

Andrada disse que ainda é necessário "entender melhor o que aconteceu" e "esperar a investigação terminar".

"A gente fica chateado porque os atletas treinaram durante quatro anos, se prepararam bem, conquistaram medalhas e têm o direito de aproveitar a festa que está na cidade. Isso é o que deixa a gente triste", completou.

Neste domingo, o ministro do Esporte Leonardo Picciani deu a entender que Lochte foi vítima de assalto por estar em local e horário inadequados. "Certamente nenhum atleta teve problemas em seu convívio, em seus treinos e na Vila Olímpica".

No domingo, na entrevista coletiva diária realizada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) e pelo Comitê Rio 2016, o porta-voz do COI, Mark Adams, chegou a negar que qualquer coisa tivesse acontecido com os representantes da delegação dos EUA.

Ele usou como fonte o próprio Comitê Olímpico dos Estados Unidos para refutar o assalto. Nesta manhã, Adams foi perguntado se havia sido uma tentativa de abafar o caso.

"Não posso dizer se tentaram abafar o caso. Você tem de falar com o comitê americano para saber se foi isso que aconteceu", declarou.

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