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Condomínios oferecem serviços exclusivos e chegam a custar R$ 30 mil

Serviço de concierge, manobrista para carros, piscinas de vários tipos, salas de spa e segurança ostensiva.

O cardápio de regalias nos condomínios de luxo paulistanos é extenso, podendo custar aos moradores mais que os R$ 18 mil pagos pela mãe de Aécio Neves (PSDB-MG) no edifício em que vive, com vista para a praia de São Conrado, na zona sul do Rio.

É o caso do edifício Parque Alfredo Volpi, na zona oeste de São Paulo. Espaço zen, quadra de squash e uma pista de cooper estão entre seus atrativos, que custam em torno de R$ 28 mil por mês aos moradores, de acordo com a Imóvel A, imobiliária de alto padrão do grupo Lopes.

Exclusividade é a palavra de ordem: o edifício tem oito andares e um apartamento por pavimento. As unidades, com tamanhos entre 827 e 1.500 metros quadrados, podem custar mais de R$ 20 milhões. Na garagem, cada família tem direito a até 16 vagas.

Outro condomínio imponente na região é o Vitra, projetado pelo arquiteto polonês Daniel Libeskind, o mesmo do One World Trade Center, em Nova York. Com 14 apartamentos entre 565 e 1.145 metros quadrados e decoração sofisticada nas áreas comuns, sua manutenção custa aos moradores até R$ 16 mil mensais.

Divulgação
Projeto do Edifício Vitra, na zona oeste de São Paulo
Projeto do Edifício Vitra, na zona oeste de São Paulo

Academia, spa, vasto jardim e biblioteca estão entre seus atrativos, para além da fachada de vidro e de sistemas ecológicos que garantiram ao edifício o selo Aqua, concedido pela Fundação Vanzollini a construções sustentáveis.

Mas o que, afinal, faz o condomínio custar o equivalente a um carro popular?

A pouca quantidade de apartamentos é o principal fator, observa Alexandre Villas, sócio-diretor da Imóvel A. Quanto menos gente, mais caro sairá para cada família.

Em alguns casos, a taxa pode continuar alta mesmo que o empreendimento seja grande. É o caso do Parque Cidade Jardim, no complexo que inclui o luxuoso shopping.

O condomínio tem nove torres residenciais, mas os proprietários dos apartamentos maiores, que chegam a 1.885 metros quadrados, podem pagar até cerca de R$ 30 mil mensais por serviços como spa, concierge e academia, diz a Bossa Nova Sotheby's International Realty, imobiliária de luxo.

Os tipos de paparicos oferecidos também são determinantes para aumentar a conta. "Os condomínios de alto padrão prezam mais por serviços do que por lazer nas áreas comuns, já que as unidades costumam ser espaçosas", diz Marcello Romero, diretor da Bossa Nova. Segundo Romero, os gastos com segurança e vigilância são o que mais encarecem o valor.

A parceria com empresas que fazem a limpeza das casas, cuidam de animais de estimação e até oferecem menus gastronômicos para os proprietários são algumas novidades oferecidas por empreendimentos classe A.

O uso de geradores de energia que, além de abastecer as áreas comuns, chegam ao interior dos apartamentos, é outro diferencial desses edifícios, afirma Villas, o que pode refletir na taxa do condomínio.

pavão misterioso - Você sabe o que está incluído nas despesas do seu prédio? (em %)

VALOR MUDA DE ACORDO COM ÁREA INTERNA E VAGAS

Tanto em condomínios de luxo como nos convencionais, a taxa condominial não tem um valor fixo. Ela está ligada aos gastos mensais do edifício e ao tamanho de cada apartamento.

Como explica Renato Tichauer, presidente da associação de síndicos de São Paulo, a conta total é baseada nas despesas ordinárias (luz e água) e extraordinárias (infiltrações, por exemplo) de um prédio.

Durante a divisão de gastos entre os moradores, os imóveis maiores e com mais vagas na garagem pagam mais. A parcela de cada residência está prevista na convenção do condomínio, como explica Angélica Arbex, gerente da Lello Condomínios.

Uma eventual mudança no valor da cota mensal precisa ser decidida na mesma assembleia em que a previsão orçamentária do edifício é aprovada. Segundo Rosely Schwartz, professora do curso de administração de condomínios da Escola Paulista de Direito, a alteração pode ser aprovada por maioria simples.

Para reduzir seu valor, é preciso que haja um empenho coletivo dos moradores para reavaliar as despesas com serviços e funcionários e economizar nas contas de água e luz, diz ela.

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GRANDE FAMÍLIA
Valor mensal por apartamento deve seguir regras

O valor é calculado a partir das despesas ordinárias e extraordinárias do prédio. Contas de luz, água e gás são exemplos de ordinárias, enquanto reparos de infiltrações e vazamentos se enquadram nas extraordinárias.

Os gastos do condomínio não são divididos de forma igual entre todos os apartamentos. Os maiores pagam mais do que os menores. A parcela que cada imóvel deve pagar está prevista na convenção do condomínio.

Não existe um limite de valor para a taxa. Quanto mais serviços forem contratados e mais energia e água forem consumidos, maior ela será. É preciso ficar atento para ver se o condomínio não está cobrando muito além do necessário.

A mudança em seu valor deve ser aprovada em assembleia pelos moradores, na mesma reunião em que a previsão orçamentária anual é aprovada A alteração pode ser aprovada por maioria simples dos presentes à sessão.

Os proprietários que quiserem economizar nos gastos mensais do condomínio devem reavaliar a folha de pagamento de funcionários, contratos de serviços e o consumo de água e energia do prédio para cortar excessos.

A construção de novas áreas comuns e a contratação de novos serviços, por outro lado, aumentam o valor do condomínio - a curto prazo por causa dos encargos das obras, e, a longo, pela manutenção das atividades.

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