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mercado de luxo e acessíveis

Mais da metade dos paulistanos da classe C trocaria de bairro

Mais da metade (53%) dos paulistanos da classe C gostariam de viver em outro bairro, mostra pesquisa do Datafolha. O número é o mais expressivo em comparação às classes A e B: 33% e 51%, respectivamente.

A pesquisa Datafolha ouviu 493 pessoas das classes A, B e C entre os dias 10 e 12 de agosto. O conceito de classes utilizado na pesquisa foi o Critério Brasil, Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, classificação feita com base na posse de bens.

Marcelo Justo/Folhapress
São Paulo, 18/09/2017, 13:10: Vista panorâmica a partir do Condomínio Edificio Lido, no Bom Retiro, bairro do centro que mais cresce atualmente. É possivel ver a estção Julio Prestes e a Sala São Paulo ao fundo. (Foto Marcelo Justo/Folhapress) ***MORAR***
Bairro do Bom Retiro, em São Paulo (SP)

Na opinião do presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, diz Gilberto Belleza, o desejo de trocar de bairro acompanha a vontade dos moradores de reduzir o tempo de deslocamento até o trabalho e a busca por áreas com maior concentração de serviços.

Entre as regiões mais procuradas por quem deseja se mudar está o Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo.

Vizinho do Butantã e do campus da USP, o bairro abriga o Vista Politécnica, da HausBau Participações e Incorporações. Nele, há apartamentos disponíveis de 52 metros quadrados, vendidos por R$ 206 mil.

Na divisa da Barra Funda (zona oeste) com o Bom Retiro (centro), outro empreendimento que atrai a classe C é o Ritmos da Barra, da incorporadora Benx. Com apartamentos de 34 e 41 metros quadrados, os preços variam de R$ 199 mil a R$ 295 mil.

O condomínio fica a dez minutos de carro da marginal do Tietê e a oito minutos de carro na estação Palmeiras-Barra Funda da linha 3 (vermelha) do metrô.

Editoria de Arte/Folhapress
PARA OUTRO LUGAR

Observando a tendência de deslocamento da classe C para a região metropolitana, a Living também já lançou empreendimentos em Itaquera, no Cambuci, na Lapa e na Vila Matilde.

"A tendência é que mais áreas da cidade passem a se verticalizar para receber essas pessoas", aponta Belleza.

Para ele, a metragem reduzida dos apartamentos não será um porém para paulistanos que querem se mudar para áreas que consideram mais bem localizadas.

"A disponibilidade de serviços tornará as áreas mais centrais da cidade atraentes mesmo que os apartamentos sejam menores", afirma Belleza.

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