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novos jeitos de morar

Prédio de uso misto dá vida a zonas comerciais em São Paulo

Os edifícios que misturam apartamentos e pontos comerciais ressurgiram nos últimos três anos, depois da aprovação do novo Plano Diretor de São Paulo. A nova lei passou a incentivar esse tipo de construção ao longo de corredores de ônibus, estações e linhas de metrô.

Esse uso misto é bom para todo mundo, na opinião do arquiteto Gianfranco Vannucchi, sócio do escritório Königsberger Vannucchi. "Trabalhar, morar, consumir e ter lazer no mesmo lugar, além de evitar deslocamentos, aproveita melhor a construção durante dia e noite."

Para os moradores, ter tudo à mão é um diferencial. "No prédio em que moro tem mercado, restaurante e lotérica. Facilita muito a vida. Consigo fazer compras, almoçar e pagar contas no mesmo lugar", afirma a economista Thais Fernanda, 29, que mora em um prédio misto no centro da cidade.

Divulgação
Empreendimento Urbanity, que além de salas comerciais e apartamentos tem uma praça aberta, na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo
Empreendimento Urbanity, que além de salas comerciais e apartamentos tem uma praça aberta, na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo

Há vantagens também para os comerciantes. "Em áreas muito comerciais alguns restaurantes só conseguem abrir durante o dia, porque a noite não tem movimento. Com o uso misto você melhora o comércio, traz boas opções e a segurança melhora", afirma Felipe Aflalo Herman, sócio do escritório de arquitetura Aflalo/Gasperini.

A proprietária do restaurante Elvira Coffee & Kitchen, localizado no térreo do FL4300, um empreendimento de uso misto na região da Faria Lima (zona oeste de São Paulo), concorda.

"É mais seguro porque contamos com a infraestrutura do condomínio e já temos um público garantido, que são os próprios moradores do prédio", afirma.

ESPAÇO PÚBLICO

"O comércio no térreo de edifícios ajuda a termos uma cidade mais amistosa para as pessoas", diz Alexandre Lafer Frankel, presidente-executivo da Vitacon.

A construtora lançou em agosto o VN Capote Valente, que terá 1.700 metros quadrados destinados a lojas. Com 323 unidades a partir de R$ 399 mil, o empreendimento já foi todo vendido.

O escritório Aflalo/Gasperini é responsável por outro novo projeto, o Urbanity, que acaba de ser entregue na Chácara Santo Antônio, zona sul de São Paulo. Além dos apartamentos, o empreendimento da Yuni e da Even tem seis andares de salas comerciais e uma praça aberta ao bairro, com um restaurante no térreo. São 396 unidades de 45 a 90 metros quadrados.

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Condomínio FL4300, prédio de uso misto na região da Faria Lima, na zona oeste de SP
Condomínio FL4300, prédio de uso misto na região da Faria Lima, na zona oeste de SP

"A região da marginal Pinheiros pedia um prédio corporativo, mas como ali perto tem a Chácara Flora, que é residencial, o lugar também precisava de um empreendimento com esse perfil", explica Grazzieli Gomes Rocha, outra sócia do escritório.

O Platina 220, projeto do Königsberger Vannucchi em construção no Tatuapé (zona leste), além de salas comerciais e apartamentos, terá quartos de hotel. O condomínio, que deve ser entregue em 2021, ficará ao lado do Metrô e também terá uma "fachada ativa", com lojas.

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