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Moto Royal Enfield chega ao Brasil com visual retrô, mas potência modesta

A onda das motocicletas retrô chega de vez ao Brasil com a abertura da primeira concessionária da Royal Enfield, em São Paulo.

A marca surgiu em 1901, na Inglaterra, mas passou a produzir na Índia em 1949. O estilo permanece quase o mesmo desde então, com poucas mudanças visuais.

Trazida não oficialmente para o Brasil há algum tempo, a marca chegou à capital paulista com três modelos: Bullet (R$ 18,9 mil), Classic (R$ 19,9 mil) e a "cafe racer" Continental GT (R$ 23 mil). Todas já vêm com garantia de dois anos.

Segundo Rudratej Singh, presidente da Royal Enfield, a aposta no Brasil se deve a um hiato de opções entre os modelos de baixa e alta cilindrada. "Muitos acabam comprando motocicletas grandes e sentem uma sobra de desempenho. É justamente nesse nicho de média cilindrada, para uso diário ou lazer, que nossas motos têm obtido sucesso mundo afora", explica.

Outros predicados das indianas, nas palavras do executivo, são a robustez e a manutenção sem mistérios.

MESMA BASE

A Folha avaliou os modelos Classic 500 e Continental GT 535, ambos com a mesma base mecânica: motores monocilíndricos com cabeçote de duas válvulas, refrigerados a ar e alimentados por injeção eletrônica. A potência é de modestos 27,5 cv na Classic e de 29,5 cv na GT.

Em movimento, sente-se a vibração característica dos motores grandes que têm apenas um conjunto de pistão e cilindro. Apesar disso, a máquina tem no bom torque seu destaque, com bastante força e elasticidade em baixas rotações.

Diferente das Royal feitas para o mercado asiático, mais rústicas, os modelos importados para cá têm acabamento esmerado e pintura bem cuidada. As peças plásticas, no entanto, poderiam aparentar maior qualidade.

Com chassi e todos os detalhes feitos de em aço, o peso não é dos menores: 195 kg na Classic e 184 kg na GT.

A "gordura" não atrapalha. As motos são ágeis, com guidões que esterçam bastante. Qualquer voltinha atrai diversos olhares. Afinal, aparentam ser relíquias de fato. A Classic em especial, com seu estilo de moto da 2ª Guerra Mundial.

A embreagem a cabo poderia ser mais macia, enquanto a suspensão tradicional (bichoque traseiro e garfo telescópico dianteiro) se revelou suave e adequada a pisos maltratados.

O sistema de freios, composto por disco dianteiro e tambor traseiro, tem reações um pouco letárgicas na Classic. A GT é mais eficiente nesse quesito. Ambas podem ser equipadas com ABS (que evita o travamento das rodas em caso de frenagens de emergência), item que custa R$ 1.000 extras.

Na GT, o painel traz conta-giros e marcador de combustível, ausentes na Classic. A Continental também oferece dois tipos de assento: monoposto ou para duas pessoas, com uma capa que cobre o espaço do garupa.

A espuma do banco agrada, com um toque adicional de conforto (e nostalgia) na Classic, graças às molas que o sustentam. Essa moto relembra os modelos usados durante a guerra.

Ao final do passeio, nota-se que a Royal Enfield cumpre o que propõe: uma tocada nostálgica e prazerosa, sem correr. Pressa parece não combinar com esse tipo de motocicleta.

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