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Chery QQ convence na cidade, mas não foi feito para pegar a estrada

Os contornos arredondados dos faróis e do capô dão ao zero-quilômetro mais barato do país um ar simpático. O Chery QQ custa a partir de R$ 26 mil em uma versão básica, voltada para frotistas.

O modelo que interessa ao público passou pelo teste Folha-Mauá. É a versão Act, equipada ar-condicionado, direção hidráulica, acionamento elétrico de vidros, travas e retrovisores, computador de bordo e som. Ainda assim, seu preço não passa de R$ 31,5 mil. São R$ 8.500 a menos que um Renault Kwid com pacote semelhante.

Antes de ir para a pista, o QQ passeia pela cidade de São Paulo. O motorista tem um painel digital de boa leitura diante dos olhos e não sofre para encontrar a melhor posição para dirigir.

Os bancos acompanham toda a extensão das coxas, algo raro entre carros desse porte –o Chery tem 13 cm a menos que o Volkswagen Up. O espaço na cabine surpreende, embora faltem porta-objetos mais volumosos.
Em cerca de 100 quilômetros percorridos em três dias de trânsito pesado, o Chery prova ser um urbanoide que não teme ladeiras. Porém, na estrada, o carro fica deslocado –embora seu desempenho permita acompanhar o fluxo com desenvoltura.

O problema está no ajuste de suspensão, calibrada para rodar confortavelmente em grandes cidades. Nas rodovias, sente-se a carroceria inclinar em curvas fechadas.

Outro ponto que torna o Chery QQ um carro pouco aconselhável para se viajar é a capacidade do porta-malas. Cabem 160 litros de bagagens, o equivalente a duas mochilas de porte médio.

"O QQ foi idealizado para ser uma opção de mobilidade urbana, com bom espaço para quem vai na frente ou atrás, mas não tem milagre. Para permitir essa configuração focada nos passageiros, o porta-malas tem que ser reduzido", explica Henrique Sampaio gerente de marketing da Chery do Brasil.

De acordo com Sampaio, a montadora prepara a expansão de sua rede concessionária. Hoje há 25 lojas, concentradas nas regiões Sul e Sudeste. No passado, eram 150.

A produção nacional permite um mix diversificado, segundo Sampaio. Em breve, o utilitário Tiggo 2 fará companhia aos compactos QQ e Celer na fábrica de Jacareí (a 84 km de São Paulo).

Por ter fábrica no país e planos de crescer, a Chery já merece mais atenção. O preço ainda é o principal chamariz, mas a evolução construtiva do QQ é perceptível.

*

CHERY QQ 1.0 FLEX

MOTOR Dianteiro, flex, transversal, 998 cm3, 3 cilindros, 12 válvulas
POTÊNCIA 75 cv (e) e 74 cv (g) a 6.000 rpm
TORQUE 10,1 kgfm (e) e 9,7 kgfm (g) a 4.500 rpm
CÂMBIO manual, de cinco marchas
PORTA-MALAS 160 litros
PESO 940 kg
PNEUS 175/65 R14
ACELERAÇÃO (0 a 100 km/h) 17,1s (e) e 17,9s (g)
RETOMADA 21s (e) e 23,8s (g)
CONSUMO URBANO 10,3 km/l (e) e 13,2 km/l (g)
CONSUMO RODOVIÁRIO 13,4 km/l (e) e 18,8 km/l (g)
PREÇO a partir de R$ 26 mil

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