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25/07/2001 - 21h49

Câncer no intestino tem chances de cura se detectado em fase inicial

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JANAINA FIDALGO
da Folha Online

A descoberta de um câncer costuma causar a sensação de que uma bomba está prestes a explodir. Mas assim como boa parte das doenças, quando o câncer é diagnosticado na fase inicial, há grandes chances de cura, entre 90% e 100%, segundo médicos.

"O câncer de cólon pode ser diagnosticado na fase inicial e totalmente curado", diz o professor titular de de gastroenterologia da Unicamp (Universidade Estadual de São Paulo), Antonio Frederico Magalhães.

Sangramento nas fezes, diarréia, eliminação de muco (catarro amarelado) e dores na evacuação são sinais de alerta para o câncer no intestino. A recomendação dos gastroenterologistas quando estes sintomas aparecem é procurar um médico.

Os primeiros sinais encontrados no intestino são pequenas verrugas, chamadas de pólipos, mas que podem ser detectadas em exame clínico. Esta manifestação ainda não é um câncer, mas tem probalidade de se tornar. Depois de descobertos e removidos por meio da colonoscopia, ou de uma cirurgia, as chances de recuperação são muito grandes.

Arte Folha Online

A colonoscopia é o exame usado para detectar a presença de tumores ou de sinais iniciais do câncer de intestino. As imagens de todo o intestino grosso são captadas por meio de um tubo de fibra ótica e visualizadas num monitor. Outro procedimento pode ser o exame físico, geralmente o toque retal.

Segundo Magalhães, o exame permite a doença seja descoberta precocemente. "O pólipo não é câncer ainda, mas tem grande probalidade de virar. Se for retirado no próprio exame, elimina-se o risco", afirma Magalhães.

Nos casos mais adiantados, onde já há a formação de um tumor, é preciso fazer um estadiamento, ou seja, verificar se o tumor está localizado no intestino ou se tem manifestação à distância.

O estágio da doença e localização do tumor não determinam apenas a probalidade de cura, mas também a forma de tratamento.

Quando o tumor se localiza no reto alto, a cirurgia consiste na extração do pedaço afetado, com uma margem de segurança, e na anastomose (emenda) do segmento do intestino com o reto. "Neste caso, o paciente tem trânsito intestinal normal", diz Ademar Lopes, especialista em cirurgia oncológica e vice-presidente do Hospital do Câncer.

O mesmo procedimento é adotado para os tumores posicionados de 3 cm a 4 cm acima do ânus. Se o câncer fica no reto baixo, próximo ao ânus, em geral se torna necessária a colostomia -cirurgia que exterioriza o intestino para a pele do abdome, com captação das fezes numa bolsa.

Depois das intervenções cirúrgicas, a radioterapia ou a quimioterapia são usadas para controlar e evitar o desenvolvimento de novos tumores.

Leia também:

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