SAÚDE
28/08/2002
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17h47
O bumbum pode até não ter perdido a primazia, mas é certo que as brasileiras nunca desejaram tanto ter seios maiores -prova disso é o número de cirurgias para a colocação de prótese. Em 1994, de cada dez mulheres que faziam plástica nos seios, apenas duas colocavam próteses. Em 2000, eram cinco em cada dez.
Silicone e bisturi à parte, o mercado de lingerie e alguns especialistas garantem: a mulher brasileira está naturalmente mais avantajada. No começo da década de 90, os sutiãs tamanho "P" da Duloren representavam 20% das vendas da empresa.
Não chegam à metade disso hoje em dia. "Apesar das discrepâncias em algumas partes do país, o aumento no tamanho dos seios das brasileiras é notório", diz Denise Areal, diretora de marketing da Duloren. Na região Sul, as vendas do tamanho "P" caíram 6%; no Nordeste, a queda chegou a 15%.
"Não há uma estatística precisa, mas o aumento é óbvio", afirma Luiz Henrique Gebrim, chefe do Setor de Mastologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Gebrim explica o principal fator responsável por essa mudança na última década foi a alimentação. A tendência à obesidade observada na população se refletiu diretamente no tamanho das mamas.
Os seios são formados, em grande parte, por gordura que produz estrogênio e faz com que a glândula mamária se desenvolva mais. "Se a quantidade de gordura nos seios é maior, o tecido glandular também o será", diz o médico.Outro vilão -se é que se pode chamar assim- é o sedentarismo, que contribui para o ganho de gordura no tecido.
Nos Estados Unidos, onde a população feminina sempre valorizou a comissão de frente, o tamanho médio dos sutiãs também aumentou um número nos últimos dez anos.A explicação é parecida.As pessoas estão crescendo mais -e, por consequência, os seios também.
Aos 20
Os hormônios despertam o crescimento dos canais e lóbulos produtores de leite e de uma camada de gordura. Entre os 10 e 20 anos, a máquina de produção de leite continua a se desenvolver, algumas vezes causando um fibroadenoma -um pedaço firme dentro do seio. Graças aos dois hormônios, produz-se colágeno que mantém os seios firmes
Aos 30
Muitas mulheres desenvolvem cistos em regiões mais fibrosas do tecido mamário, com dores ocasionais. Normalmente, eles não são malignos e somem depois que o ciclo menstrual acaba. Na gravidez, os seios aumentam, mas, geralmente, voltam ao tamanho natural. Quem teve filhos pode ainda ficar com seios menos 'firmes' porque o ganho de peso durante a gravidez estica os ligamentos que os suportam
Aos 40 e além disso...
A gordura toma o lugar das estruturas que produzem leite, deixando os seios mais flexíveis e suscetíveis a cair. A boa noticia é que o alto índice de gordura facilita nas mamografias a detectação de tumores. As mulheres são mais propensas a desenvolver cistos benignos. Após a menopausa, a quantidade de colágeno cai e o seio perde a elasticidade
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da Revista da FolhaO bumbum pode até não ter perdido a primazia, mas é certo que as brasileiras nunca desejaram tanto ter seios maiores -prova disso é o número de cirurgias para a colocação de prótese. Em 1994, de cada dez mulheres que faziam plástica nos seios, apenas duas colocavam próteses. Em 2000, eram cinco em cada dez.
Silicone e bisturi à parte, o mercado de lingerie e alguns especialistas garantem: a mulher brasileira está naturalmente mais avantajada. No começo da década de 90, os sutiãs tamanho "P" da Duloren representavam 20% das vendas da empresa.
Não chegam à metade disso hoje em dia. "Apesar das discrepâncias em algumas partes do país, o aumento no tamanho dos seios das brasileiras é notório", diz Denise Areal, diretora de marketing da Duloren. Na região Sul, as vendas do tamanho "P" caíram 6%; no Nordeste, a queda chegou a 15%.
"Não há uma estatística precisa, mas o aumento é óbvio", afirma Luiz Henrique Gebrim, chefe do Setor de Mastologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Gebrim explica o principal fator responsável por essa mudança na última década foi a alimentação. A tendência à obesidade observada na população se refletiu diretamente no tamanho das mamas.
Os seios são formados, em grande parte, por gordura que produz estrogênio e faz com que a glândula mamária se desenvolva mais. "Se a quantidade de gordura nos seios é maior, o tecido glandular também o será", diz o médico.Outro vilão -se é que se pode chamar assim- é o sedentarismo, que contribui para o ganho de gordura no tecido.
Nos Estados Unidos, onde a população feminina sempre valorizou a comissão de frente, o tamanho médio dos sutiãs também aumentou um número nos últimos dez anos.A explicação é parecida.As pessoas estão crescendo mais -e, por consequência, os seios também.
Aos 20
Os hormônios despertam o crescimento dos canais e lóbulos produtores de leite e de uma camada de gordura. Entre os 10 e 20 anos, a máquina de produção de leite continua a se desenvolver, algumas vezes causando um fibroadenoma -um pedaço firme dentro do seio. Graças aos dois hormônios, produz-se colágeno que mantém os seios firmes
Aos 30
Muitas mulheres desenvolvem cistos em regiões mais fibrosas do tecido mamário, com dores ocasionais. Normalmente, eles não são malignos e somem depois que o ciclo menstrual acaba. Na gravidez, os seios aumentam, mas, geralmente, voltam ao tamanho natural. Quem teve filhos pode ainda ficar com seios menos 'firmes' porque o ganho de peso durante a gravidez estica os ligamentos que os suportam
Aos 40 e além disso...
A gordura toma o lugar das estruturas que produzem leite, deixando os seios mais flexíveis e suscetíveis a cair. A boa noticia é que o alto índice de gordura facilita nas mamografias a detectação de tumores. As mulheres são mais propensas a desenvolver cistos benignos. Após a menopausa, a quantidade de colágeno cai e o seio perde a elasticidade
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