Publicidade
Publicidade
Publicidade

Depois da borda infinita, pedras e peixes são a nova moda para piscinas

As piscinas estão cada vez mais naturais. Esqueça o design com aspecto de caixa d'água e um único tom de azul: revestimentos de pedras como hijau, hitam e água-marinha têm ocupado o espaço antes dominado por pastilhas de vidro e de porcelana.

"As pedras são resistentes e, por não serem uniformes, criam um visual único para cada piscina", afirma o paisagista Gilberto Elkis.

Antes de instalar, é preciso igualar a espessura das peças e deixá-las niveladas, segundo a arquiteta Christiane Sacco, sócia do CSDA - Arquitetura + Decoração. Na aplicação não é necessário usar rejunte, apenas argamassa.

Para deixar a paisagem ainda mais natural vale até construir um lago artificial no jardim, com carpas e plantas. "O visual fica interessante, não se vê um retângulo azul com água tratada", afirma Andrea Bazarian, professora de arquitetura da Faap.

Além da aparência, outro diferencial dos tanques naturais é o filtro biológico, sem produtos químicos. Nesse tipo de limpeza, a matéria orgânica da água é decomposta por bactérias e plantas.

O sistema funciona associado a outros tipos de filtragem, como a mecânica, que retém a ração e as fezes dos peixes, e a ultravioleta, com função bactericida, afirma Ricardo Caporossi, sócio da Gênesis Ecossistemas, especializada em piscinas naturais.

"O meio não é totalmente esterilizado. Conseguimos preservar o ecossistema e, ao mesmo tempo, deixar a água transparente", diz.

A manutenção do tanque, segundo ele, consiste na poda de plantas aquáticas, no recolhimento do lixo retido no filtro e em testes mensais da qualidade da água.

A carpa costuma ser a espécie de peixe escolhida para viver na piscina, diz Caporossi, por serem mais dóceis. Já as plantas favoritas são a pontederia, o papiro, a taboa e a ninfeia. Pedras e areia de quartzo também compõem a ornamentação. Os lagos custam em torno de R$ 3.500 por metro quadrado.

Quem não quiser um lago pode construir uma "prainha" dentro da piscina para acomodar espreguiçadeiras, outra tendência apontada por arquitetos. "É interessante criar várias profundidades para agradar a família toda", diz o arquiteto Rodrigo Jorge, do Artis Design +.

MÃOS À OBRA

O primeiro passo para construir uma piscina é avaliar o solo para saber qual tipo de estrutura será usada para sustentá-la. Algumas opções são o concreto armado e a alvenaria. Caso o terreno seja irregular, pode ser necessário instalar algumas colunas e apoios.

As obras continuam com escavação da terra, impermeabilização do solo e aplicação dos revestimentos, explica a arquiteta Selma Tammaro, da Tammaro Arquitetura.

"Antes de colocar os revestimentos, é fundamental deixar a água no espaço por alguns dias para checar se não há vazamentos", diz. "Depois não dá mais para mexer."

Quem quiser instalar uma piscina na varanda da cobertura do prédio precisa checar antes se a estrutura do edifício suporta a carga, afirma Sacco.

Publicidade
Publicidade
Publicidade