18/11/2001
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02h19
O embaixador Wladimir Murtinho, assessor do ministro Francisco Weffort (Cultura), disse que a Nau Capitânia não foi entregue ao ministério.
Segundo Murtinho, a questão é sobretudo financeira. Há uma dívida de cerca de R$ 1,4 milhão contraída com firmas e pessoas que participaram da construção. O Ministério da Cultura não aceita assumir a despesa. "O Ministério da Cultura limita-se a receber o barco. Não vai pagar a dívida."
Murtinho acrescentou que representantes das pastas da Cultura e do Esporte e Turismo estão discutindo a questão desde janeiro, quando Weffort recebeu ofício sobre a nau preparado pelo atual ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles.
O presidente do Clube Naval, vice-almirante da reserva Odilon Wollstein, não quis falar sobre a Nau Capitânia. A decisão foi transmitida à Folha por um colega de Marinha.
O almirante da reserva Domingos Castello Branco, presidente do clube durante a construção da nau, também não quis falar.
Administrador da construção da nau em Salvador, o capitão-de-mar-e-guerra da reserva Cláudio da Matta foi outro que não quis falar sobre a situação do barco. Disse apenas estar temeroso de que a falta de manutenção resulte "em um acidente".
O Ministério do Esporte e Turismo informou que a questão está sob a apreciação do Ministério da Cultura.
No ofício 003/2001, datado de 4 de janeiro deste ano, o ministro Melles pediu a Weffort um "posicionamento" em relação à "destinação do bem supracitado [a nau]", já que, "baseado na posição inicial estabelecida [os termos do convênio]", a embarcação deveria ter sido incorporada pelo Ministério da Cultura assim que ficou pronta.
O presidente do Instituto Memorabília, Sérgio Guilherme de Lyra Aguiar,
não foi localizado pela Folha.
O silêncio em torno da Nau Capitânia se estende até aos marinheiros que moram na embarcação. O marinheiro que se identificou como Jorge disse que não tinha autorização do Clube Naval para falar.
Ministério da Cultura não quer assumir dívidas da Nau Capitânia
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da Folha de S.PauloO embaixador Wladimir Murtinho, assessor do ministro Francisco Weffort (Cultura), disse que a Nau Capitânia não foi entregue ao ministério.
Segundo Murtinho, a questão é sobretudo financeira. Há uma dívida de cerca de R$ 1,4 milhão contraída com firmas e pessoas que participaram da construção. O Ministério da Cultura não aceita assumir a despesa. "O Ministério da Cultura limita-se a receber o barco. Não vai pagar a dívida."
Murtinho acrescentou que representantes das pastas da Cultura e do Esporte e Turismo estão discutindo a questão desde janeiro, quando Weffort recebeu ofício sobre a nau preparado pelo atual ministro do Esporte e Turismo, Carlos Melles.
O presidente do Clube Naval, vice-almirante da reserva Odilon Wollstein, não quis falar sobre a Nau Capitânia. A decisão foi transmitida à Folha por um colega de Marinha.
O almirante da reserva Domingos Castello Branco, presidente do clube durante a construção da nau, também não quis falar.
Administrador da construção da nau em Salvador, o capitão-de-mar-e-guerra da reserva Cláudio da Matta foi outro que não quis falar sobre a situação do barco. Disse apenas estar temeroso de que a falta de manutenção resulte "em um acidente".
O Ministério do Esporte e Turismo informou que a questão está sob a apreciação do Ministério da Cultura.
No ofício 003/2001, datado de 4 de janeiro deste ano, o ministro Melles pediu a Weffort um "posicionamento" em relação à "destinação do bem supracitado [a nau]", já que, "baseado na posição inicial estabelecida [os termos do convênio]", a embarcação deveria ter sido incorporada pelo Ministério da Cultura assim que ficou pronta.
O presidente do Instituto Memorabília, Sérgio Guilherme de Lyra Aguiar,
não foi localizado pela Folha.
O silêncio em torno da Nau Capitânia se estende até aos marinheiros que moram na embarcação. O marinheiro que se identificou como Jorge disse que não tinha autorização do Clube Naval para falar.


