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Brasil
20/03/2008 - 07h10

"Escória" não cabe na aliança PSDB-PT, diz Ciro Gomes

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O deputado federal e presidenciável Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que na aliança PSDB-PT que se busca formar em Belo Horizonte não haverá espaço para a "escória política", definida por ele como grupos fisiológicos e interesseiros da política nacional a que os tucanos se aliaram no governo FHC e os petistas no governo Lula.

Ciro ainda disse que, se o PT de Belo Horizonte aprovar a aliança, a direção nacional da sigla não deveria impedi-la. "Seria um ato de hostilidade incompreensível que, suponho, não acontecerá", afirmou.

Ele justifica a aprovação pelo fato de haver a possibilidade de um nome do PSB representar a coalizão com candidato a prefeito da capital. Ciro tratou a tentativa de aliança como um "processo de reconciliação histórica" que está acontecendo.

"Aqui o que eu vejo é que a escória da política não tem espaço. A hegemonia moral e intelectual que preside esse movimento que Minas está fazendo é tão eloqüente e importante que a escória da política deve estar apavorada com isso."

Para ele, PSDB e PT "representam com mais eloqüência a modernidade, com todas as suas contradições", têm "vizinhança socioeconômica", mas a "disputa paroquial dos políticos de São Paulo" contamina a política nacional. Por isso, o PSDB na gestão FHC foi "obrigado a se confraternizar com a escória da política brasileira".

Depois, disse Ciro, o PSDB "travou o diálogo" no governo Lula, que também "está obrigado a confraternizar com uma parte da escória da política".

Ciro não quis nomear a "escória", mas deu suas características: "Eu me refiro a todos os setores que põem o interesse público de lado e negociam fisiologicamente frações de poder, de cargos, de emendas, de safadeza e de ladroeira".

Suas declarações foram dadas ao lado do governador Aécio Neves, com quem teve encontro na noite de ontem para tratar dessa aliança. Hoje ele terá encontro com o prefeito da capital mineira, Fernando Pimentel (PT). (PP)

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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