Ministro da Pesca nega uso do cartão corporativo para pagar despesas pessoais
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Altemir Gregolin (Pesca) negou nesta quinta-feira em depoimento à CPI dos Cartões Corporativos que tenha usado o cartão de pagamentos do governo para despesas pessoais. Gregolin disse que fez uso do cartão "exclusivamente no cumprimento" de sua agenda de trabalhos. O ministro também negou que tenha efetuado saques com o cartão corporativo, apesar da legislação lhe facultar esse direito.
Gregolin entrou na mira da CPI depois de usar o cartão corporativo do governo para pagar uma conta de conta de R$ 512,60 numa churrascaria de Brasília (DF). O ministro disse que ofereceu o almoço para uma comitiva chinesa que visitava o Brasil. Ele justificou dizendo que o país é o maior produtor de pescado mundial.
Mas reconheceu que a CGU (Controladoria Geral da União) considerou a despesa "irregular" porque o órgão, que é auxiliar da Presidência da República, não poderia pagar a conta com o cartão.
"Imediatamente depois, eu recolhi aos cofres públicos esse valor. A CGU ratificou esse entendimento quando analisou as minhas contas e sugeriu, ao governo, a criação de regras que permitissem aos órgãos não essenciais do governo pagar despesas de trabalho com delegações estrangeiras. Nós tínhamos a compreensão de que era possível o pagamento. Mas não houve má fé, nem dolo", afirmou.
No depoimento à CPI, Gregolin rebateu todas as denúncias de uso irregular dos cartões. O ministro disse que somou despesas de R$ 222,85 na quarta-feira de cinzas do Carnaval de 2007 porque acompanhou a delegação da Noruega que estava no Brasil para o desfile da escola de samba "Imperatriz Leopoldinense".
"Oitenta por cento do bacalhau que o Brasil importa vem da Noruega. O mercado brasileiro é tão importante para a Noruega que o país fez parceria com a escola Imperatriz Leopoldinense sobre o bacalhau. O ministro da Pesca propôs reunião de trabalho e me pediu que lhe acompanhasse no desfile da escola", justificou.
Gregolin ainda negou que tenha usado o cartão para pagar despesas em uma "choperia" em Ribeirão Preto (SP), onde cumpriu agenda de trabalho em 2007. Segundo o ministro, o local também era uma lanchonete onde almoçou depois de visitar duas cidades do interior de São Paulo.
Devolução
O ministro disse que devolveu aos cofres públicos R$ 548 equivalentes a despesas que foram efetuadas de forma irregular com o cartão corporativo --que incluem o pagamento do almoço à delegação chinesa e outros gastos de menor porte, como outra refeição no valor de R$ 26.
Gregolin ainda justificou as denúncias de que teria alugado veículos em datas distintas das agendas cumpridas fora de Brasília. Segundo o ministro, os aluguéis sempre ocorreram em dias que cumpriu agendas regionais.
O erro ocorreu, segundo ele, porque o Portal da Transparência da CGU apontou erroneamente a data do débito na conta ao invés do dia em que o dinheiro efetivamente foi gasto.
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Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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