Publicidade

Publicidade
Brasil
04/06/2008 - 17h52

Ministério Público denuncia prefeita de Magé suspeita de desvio verbas

Publicidade

colaboração para a Folha Online

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro denunciou nesta segunda-feira (2) a prefeita de Magé, Núbia Cozzolino (PMDB), pelos crimes de formação de quadrilha, apropriação e desvio de verbas públicas.

Segundo a denúncia, a prefeita aproveitava um contrato com a ABDH (Associação Brasileira de Desenvolvimento Humano) para a prestação diversos serviços, supervalorizava os valores pagos que, posteriormente, eram desviados em benefício próprio ou de terceiros.

Segundo o MP, somente em 2007, os contratos com a ABDH seriam equivalentes a cerca de R$ 10 milhões. O contrato funcionou entre 2005 e janeiro de 2008.

De acordo com a denúncia, os valores depositados pela prefeitura de Magé nas contas da ABDH eram, na grande maioria, sacados em espécie ou mediante pagamento de cheque para terceiros, o que facilitaria o desvio dos recursos. Segundo o MP, fazem parte da quadrilha responsável pelo esquema os irmãos da prefeita, Núcia Cozzolino, secretária de Fazenda, e Charles Cozzolino, que respondia informalmente pela secretaria de Obras do município.

Os irmãos já haviam sido denunciados após a operação "Uniforme Fantasma", realizada em janeiro deste ano, que revelou os esquemas de corrupção envolvendo funcionários públicos, e que denunciou outras 31 pessoas. Tarcísio Aquino Padilha, Antonio Roberto Nascimento Filho, Enilda Uchoa e Paulo Fernando Martins Fernandes, da administração da ADBH, também foram denunciados na época.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público do Rio de Janeiro ajuizou uma ação civil pública por improbidade administrativa contra a prefeita de Magé e sua irmã. No pedido, a Promotoria pedia o afastamento das duas do governo municipal. Segundo a ação, houve o descumprimento, por parte da prefeitura, desde 2006, do convênio celebrado com o Banco Paulista para a concessão de empréstimos e financiamentos aos servidores públicos municipais, o que gerou uma dívida ao erário público de R$ 960.412,32.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Acertou o STJ ao suspender os mandados de busca e apreensão, vez que, como se sabe, tais empreiteiras mandam no Brasil e ninguém tem peito de ir fundo nas acusações de corrupção. Então, para que perder tempo se no fim as investigações vão acabar em absolutamente NADA! Vamos economizar tempo e dinheiro, não é mesmo TSJ? sem opinião
avalie fechar
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
É inequívoco que toda licitacao no Brasil
esteja absolutamente viciada
sem opinião
avalie fechar
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Se realmente essa quadrilha desviou(roubou) R$ 20.000.000,00..., é perca de tempo a polícia prendê-los..., a "JUSTIÇA" na mesma hora vai mandar soltar a todos..., nesse país, quem rouba muito não fica preso. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (264)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca