Publicidade
Publicidade
Medidas de Lula "coroam" o que eu dizia, afirma FHC
da Folha de S.Paulo, em MadriO ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou ontem, em Madri, que as medidas de austeridade tomadas pelo governo Lula nesta semana são "uma espécie de coroação" do que ele dizia.
A afirmação foi feita para políticos e empresários espanhóis -entre eles os presidentes do Banco Santander e da Telefônica- durante uma conferência de 55 minutos, na Casa da America.
"O presidente [Lula] tomou decisões muito austeras. Isso parece uma espécie de coroação do que eu disse. Demonstra que [as medidas de meu governo] não eram trabalho apenas de um presidente, mas o resultado de um processo", disse FHC para 80 pessoas, todos convidados do Banco Santander Central Hispano.
FHC também afirmou que está otimista com o Brasil, porque o país teria ultrapassado "a linha de perigo", consolidando a democracia e estabilizando as instituições. "Não haverá no Brasil decisões que queiram romper com tudo, criar de novo a roda."
Por duas vezes ao menos, ele comparou o processo por que passou a Argentina com o que ocorreu no Brasil na mesma época, em seu governo. Primeiro, afirmou que a crise argentina atual não é apenas econômica, mas política e institucional.
"Não basta mudar, é preciso uma estrutura organizacional e reformas institucionais que permitam as mudanças. O que aconteceu no Brasil foi mais que uma estabilização econômica: foi uma estabilização da sociedade e um fortalecimento das instituições. Foi isso que permitiu a transição de governo", disse FHC.
Também contrastou, alusivamente, o modelo de privatização argentino ("eles abriram tudo") com o que ele próprio adotou no Brasil. "Nós mantivemos uma posição intermediária entre a necessidade de privatizar e manter algo que permitisse ao governo ter capacidade de movimentação."
"A favor de uma globalização solidária: uma perspectiva brasileira" era o tema da conferência. O ex-presidente falou o tempo todo em espanhol, sem consultar suas anotações. O ex-presidente está em Madri para assumir as funções de presidente do Clube de Madri, formado por ex-chefes de Estado e de governo, e encontrar-se com o primeiro-ministro José Maria Aznar e o rei Juan Carlos.
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Dilma Rousseff aparece com o neto em rampa do Palácio do Planalto
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Governo veta 12 pontos e faz 32 modificações no Código Florestal
- Ex-diretor da Delta poderá ficar calado em CPI, decide STF
- DEM afirma que irá ao Supremo contra MP do Código Florestal
+ Comentadas
- Thomaz Bastos diz que deixa julgamento moral à 'vingança de Deus'
- Collor diz que respostas à CPI comprovam crimes de procurador-geral
+ EnviadasÍndice
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.






Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV