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Brasil
26/03/2009 - 19h41

Sete funcionários terceirizados são exonerados após denúncia de parentesco com servidores do Senado

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Sete funcionários de empresas que prestam serviços terceirizados ao Senado foram exonerados nesta quinta-feira por manterem parentesco com servidores da Casa.

Eles perderam suas funções depois da denúncia de que diretores do Senado empregavam parentes em empresas terceirizadas do Senado. A contratação seria uma estratégia para burlar a lei antinepotismo, fixada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no ano passado, que proíbe a contratação de parentes de servidores nos três Poderes.

Reportagem do jornal "O Globo" afirma que pelo menos três diretores da Casa e duas empresas estariam envolvidos no esquema. Uma das empresas, a Aval, tem como responsável José Carvalho de Araújo --empresário que foi preso pela Polícia Federal na Operação Mão-de-Obra, acusado de fraudes em licitações do Senado.

O servidor André Ábrego está entre os exonerados. Filho do diretor da subsecretaria de gestão de documentos do arquivo, Edson Luiz Campos Ábrego, ele trabalhava na Aval --que recebeu R$ 44 milhões do Senado desde 2006, quando firmou contrato para oferecer mão de obra na área de informática e a prestação de serviços de limpeza.

Outro exonerado foi Severo Augusto da Paz Neto, filho de Luiz Augusto da Paz Júnior, que responde pela subsecretaria de administração de suprimentos de matéria prima da gráfica do Senado. O servidor trabalhava na Servegel, empresa que oferecia mão de obra na área de arquivo para o Senado.

Segundo a reportagem, estima-se que 90% dos funcionários que trabalham em empresas terceirizadas do Senado têm parentesco com servidores do Senado.

O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, disse que ainda não tem a lista completa dos funcionários que trabalham em empresas terceirizadas da Casa e mantém parentesco com servidores.

"Estamos fazendo esse levantamento, mas ainda não temos a conclusão", afirmou. Heráclito disse que, se forem identificadas novas irregularidades, os funcionários serão exonerados pelas empresas.

Comentários dos leitores
Manoel Ferreira Jr (31) 10/12/2009 09h33
Manoel Ferreira Jr (31) 10/12/2009 09h33
Creio que ninguém em sã consciência tem essa pretensão, Lucia Reyes. Sarney é forte demais. Fraco é o nosso país. O Maranhão, coitado, pena at´hoje por ter sido seu berço. Prova disso é que está aí até hoje. Certo é que alguma coisa houve pra que a mistura entre os palanques da Praça da Sé e o pessoal da ARENA acontecesse. Ou talvez e mais provável é que não fossem tão diferentes assim.
De qualquer forma, parabéns pela sua coerência! Só desejo sinceramente que ela não seja fruto de um ato secreto qualquer!
sem opinião
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Maria Paula (3) 10/12/2009 09h31
Maria Paula (3) 10/12/2009 09h31
Será que esse povo não se cansa de ficar desenterrando denúnicas contra o bigode não? sem opinião
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Lucia Reyes (115) 10/12/2009 09h18
Lucia Reyes (115) 10/12/2009 09h18
Mais uma dos jornalecos que querem derrubar Sarney... Rídiculo! sem opinião
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