Brasil
09/07/2009 - 21h07

Secretário de Yeda pede demissão e outro é indiciado pela Polícia Federal

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ESTELITA HASS CARAZZAI
da Agência Folha

O secretário da Transparência e Probidade Administrativa do Rio Grande do Sul, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, pediu demissão ontem à tarde.

Brenner, ex-secretário do Meio Ambiente e membro do Ministério Público gaúcho, é o segundo titular da pasta, criada pela governadora Yeda Crusius (PSDB) em julho do ano passado, em meio às denúncias de corrupção no governo estadual.

Na última sexta-feira, Brenner sugeriu o afastamento da assessora direta de Yeda, Walna Vilarins Menezes, e a abertura de uma sindicância contra a funcionária, suspeita de envolvimento num esquema de fraude em obras públicas. Brenner analisava o caso desde maio.

Anteontem, porém, o governo estadual descartou a abertura do procedimento administrativo contra Walna por causa de uma certidão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O documento afirma que, diante dos "frágeis elementos colhidos", o TRF pediu o encerramento das investigações contra a assessora de Yeda.

Em nota, Brenner afirmou que sai com "a consciência do dever cumprido" e que leva "as melhores lembranças" do período em que permaneceu no cargo. Em nenhum momento da nota o ex-secretário fez referências ao caso de Walna.

Brenner deixa a secretaria sem ter colocado no ar o Portal da Transparência do Rio Grande do Sul, que iria divulgar de onde vem e para onde vai o dinheiro arrecadado pelo Estado.

A secretaria, que tem o papel de prevenir irregularidades e acompanhar a gestão dos recursos estaduais, será assumida interinamente pelo chefe adjunto da Casa Civil, Francisco de Assis Cardoso Luçardo.

Procurado pela reportagem, o governo estadual não se manifestou sobre a demissão de Brenner. Walna não foi localizada para comentar.

Indiciamento

A Polícia Federal anunciou que o secretário da Irrigação do Rio Grande do Sul, Rogério Porto, foi indiciado por tentativa de fraude em licitações, formação de quadrilha e advocacia administrativa (patrocínio de interesses privados).

Segundo a PF, há provas de que as licitações das barragens de Jaguari e Taquarembó, nas quais a Secretaria da Irrigação estava envolvida, favoreceram duas empresas de engenharia.
O secretário negou as acusações e disse que as empresas supostamente favorecidas não foram aprovadas no processo licitatório.

Hoje, deputados do PT, do PDT e do PSB devem protocolar, na Secretaria da Transparência, o pedido de afastamento de Porto e do secretário da Habitação, Marco Alba, também investigado pela PF. Porto disse que continuará no cargo.

Comentários dos leitores
O Pacificador (38) 06/11/2009 16h36
O Pacificador (38) 06/11/2009 16h36
Estou muito curioso para saber se o povo gaucho, cairá no golpe armado contra Yeda.
É desproporcional, a força com que estão querendo minar o governo dela.
O engraçado, é que são os mesmos grupos e partidos que antes governaram o Estado, e motivaram a saída de centenas de empresas de lá.
Por pura instabilidade economica e falta de visão estratégica.
São os mesmos!
E querem a boquinha de volta.
Será que os gaúchos caíram neste golpe?
Para o bem deles, tomara que não.
sem opinião
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ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
ALBERTO RUIZ (74) 06/11/2009 14h50
É a politica do toma lá dá cá. Ô País. Vou-me embora pra Passargada porque lá tbem vou ser rei. sem opinião
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Marcelo Moreto (164) 06/11/2009 13h17
Marcelo Moreto (164) 06/11/2009 13h17
... mas que pampa é essa que eu recebo agora, com a missão de cultivar raízes, se dessa pampa que me fala a história, não me deixaram nem sequer matizes, passam as mãos da minha geração, heranças feitas de fortunas rotas, campos desertos que não geram pão, onde a ganância anda de rédeas soltas... sem opinião
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