28/10/2004
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09h14
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) fazer uma varredura na PF (Polícia Federal) para apurar se houve "armação" para prender o publicitário Duda Mendonça numa rinha de galo na semana passada, no Rio de Janeiro.
Em conversas reservadas nos últimos dias, Lula demonstrou preocupação com setores da PF que supostamente não estariam obedecendo ao comando do diretor-geral, Paulo Lacerda.
Na semana passada, quando Duda foi preso por crime ambiental (briga de galo), a primeira reação de Lula e de membros da cúpula do governo foi suspeitar de uma suposta armação de adversários políticos do PT que ainda manteriam contatos na PF.
Em conversas reservadas com a imprensa, o governo transmitiu a versão de que foi um fato casual, originado numa denúncia de organizações ambientais. Mas Lula manteve a suspeita de "armação".
Na segunda-feira, Lula discutiu o caso na reunião da Coordenação de Governo. Apesar de julgar que Duda deu "bobeira" e que "estava no lugar errado na hora errada", Lula disse achar "estranho" o flagrante na reta final das eleições. Para ele, qualquer membro do governo poderia estar sujeito a alguma ação de setores da PF "fora de controle".
Bastos não participou na reunião de segunda, mas a Folha apurou que Lula lhe pediu para checar a versão de que não houve "armação" e que, se julgasse necessário, trocasse comandos.
O presidente disse a interlocutores que o marqueteiro continuará na linha de frente de suas ações de propaganda.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre Duda Mendonça
Presidente quer apurar ação da PF no caso Duda Mendonça
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da Folha de S.Paulo, em BrasíliaO presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu para o ministro Márcio Thomaz Bastos (Justiça) fazer uma varredura na PF (Polícia Federal) para apurar se houve "armação" para prender o publicitário Duda Mendonça numa rinha de galo na semana passada, no Rio de Janeiro.
Em conversas reservadas nos últimos dias, Lula demonstrou preocupação com setores da PF que supostamente não estariam obedecendo ao comando do diretor-geral, Paulo Lacerda.
Na semana passada, quando Duda foi preso por crime ambiental (briga de galo), a primeira reação de Lula e de membros da cúpula do governo foi suspeitar de uma suposta armação de adversários políticos do PT que ainda manteriam contatos na PF.
Em conversas reservadas com a imprensa, o governo transmitiu a versão de que foi um fato casual, originado numa denúncia de organizações ambientais. Mas Lula manteve a suspeita de "armação".
Na segunda-feira, Lula discutiu o caso na reunião da Coordenação de Governo. Apesar de julgar que Duda deu "bobeira" e que "estava no lugar errado na hora errada", Lula disse achar "estranho" o flagrante na reta final das eleições. Para ele, qualquer membro do governo poderia estar sujeito a alguma ação de setores da PF "fora de controle".
Bastos não participou na reunião de segunda, mas a Folha apurou que Lula lhe pediu para checar a versão de que não houve "armação" e que, se julgasse necessário, trocasse comandos.
O presidente disse a interlocutores que o marqueteiro continuará na linha de frente de suas ações de propaganda.
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