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02/01/2005 - 09h10

Sem Marta, Pimentel é escolhido como vitrine petista

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PAULO PEIXOTO
da Agência Folha, em Belo Horizonte

O prefeito reeleito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, 53, tomou posse ontem para o novo mandato com o status de representante "simbólico" dos 411 prefeitos eleitos pelo PT país afora.

A expressão é do presidente nacional da sigla, José Genoino, que esteve na posse, assim como o ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).

Já que Marta Suplicy não conseguiu se reeleger para a Prefeitura de São Paulo, Genoino afirmou que Minas Gerais passou a ser o Estado onde o partido "é mais forte", com 86 prefeitos eleitos, e completou afirmando que a vitória do PT em Belo Horizonte "representa um referencial político fundamental", sem deixar de citar outros resultados, como em Recife e em Fortaleza.

"A liderança do Pimentel tem uma simbologia e uma força muito grande entre os prefeitos eleitos", disse Genoino, que anunciou que, em março, a capital mineira será palco da abertura das comemorações de 25 anos do PT.

No entanto, o status conferido a Pimentel não acontece em razão apenas do resultado eleitoral e das articulações político-partidárias, nos moldes pregados pelo presidente Lula, que deram a ele um segundo mandato. Tem relação também com a queda do partido em duas de suas vitrines: São Paulo e Porto Alegre.

Dulci, ao dizer que Belo Horizonte é "a maior cidade que o PT vai administrar", deu mais clareza a esse aspecto. Para Genoino, Pimentel é uma "força em ascensão" --mas ele não vê o inverso em relação a Marta Suplicy, por exemplo. "A companheira Marta Suplicy sai da Prefeitura de São Paulo com uma vitória política. O PT em São Paulo está muito forte com a votação da Marta e com a eleição em cidades importantes."

Pimentel evitou maiores comentários em meio aos confetes jogados sobre ele. "Pretendo utilizar o prestígio político em benefício da cidade", disse.

No seu discurso, o prefeito, que se diz "aliado incondicional do presidente Lula e da política econômica", destacou a necessidade de governar em parcerias. "Ninguém, nenhum partido sozinho, dará conta desse desafio. O projeto do Brasil, enquanto nação soberana e justa, ou será assumido por todos ou não se realizará. Recolocar o país nos trilhos do desenvolvimento impõe que o interesse público sobrepuje os interesses menores e mesmo partidários", afirmou.

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