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25/04/2005 - 18h03

Para Lula, brasileiro "não levanta o traseiro" para buscar juro menor

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ROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta segunda-feira o comodismo do povo brasileiro, em especial da classe média, que não muda de banco para procurar juros mais baixos, nem deixa de fazer uso dos cartões de crédito.

"Ele [o brasileiro] não levanta o traseiro do banco, ou da cadeira, para buscar um banco mais barato. Reclama toda noite dos juros pagos e no dia seguinte não faz nada para mudar", afirmou o presidente, durante solenidade de sanção da Lei que cria o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado.

O presidente lembrou do êxito do programa de financiamento do Banco do Brasil para os aposentados e pensionistas da Previdência Social e afirmou que os aposentados que recebem por outras instituições bancárias podem pedir a transferência de sua conta para o Banco do Brasil.

"Tenho certeza de que é isto o que o Banco do Brasil quer." O presidente Lula disse ainda que o país pode se tornar definitivamente um exemplo para o mundo na área da concessão do microcrédito, mas avaliou que isto não é fácil. Lula destacou ainda a importância que um empréstimo de R$ 20,00 tem para um cidadão pobre do Nordeste brasileiro.

"Na teoria é mais fácil do que na prática. Criar cooperativas de microcrédito leva tempo. Para que elas sejam fortalecidas, é preciso que venham de baixo para cima." A proposta do Programa Nacional de Microcrédito Orientado é oferecer uma linha de empréstimo aos pequenos empreendedores com rendimento bruto de R$ 60 mil por ano.

Empréstimos

Os empréstimos poderão chegar a R$ 5 mil e a taxa de juros será de no máximo 4% ao mês. Os financiamentos poderão ser concedidos por meio de organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, cooperativas de crédito, sociedade de crédito ao microempreendedor e agências de fomento.

De acordo com a nova lei, a concessão do crédito será realizada sem a exigência de garantias reais, substituíveis por formas alternativas a serem definidas pelas instituições financeiras operadoras.

Os recursos do programa virão do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de uma parcela, equivalente a 2%, do depósito compulsório recolhido pelos bancos privados e públicos ao Banco Central.

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