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Surge nova fita com indícios de corrupção na Justiça do Estado
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O Colégio de Procuradores de Justiça de Minas Gerais, que investiga a extorsão de empresários do setor de caça-níqueis por membros do Ministério Público, está de posse de uma fita contendo a gravação de uma suposta conversa telefônica entre Márcio Miranda Gonçalves, genro do procurador-geral de Justiça, Márcio Decat de Moura, e um representante dos donos de caça-níqueis. Essa é a segunda gravação de diálogos entre os mesmos interlocutores e traz pelo menos duas novas informações.
Durante a conversa, é citada uma pessoa, que fica "ao lado do chefe supremo do Estado", identificada como "H", de "cabeça branca e óculos", que estaria tentando "segurar" o combate aos caça-níqueis ilegais no Estado. Em dado momento, o representante dos empresários se refere ao seu interlocutor como "Márcio".
O governador Itamar Franco (sem partido) cancelou ontem a agenda divulgada anteriormente e convocou uma entrevista coletiva, em que afirmou que não existem provas que apontem que essa pessoa "H" seria alguém do alto escalão de seu governo.
Questionado sobre quem seria "H", Itamar disse que não sabe e atacou a imprensa. Itamar pediu, em ofício ao procurador-geral de Justiça adjunto, Alceu Marques, que a pessoa citada na conversa telefônica seja identificada, assim como sua relação com o suposto esquema de extorsão.
Em nota à imprensa, o Colégio de Procuradores informou que "a fita não trata de fato novo", e que a conclusão das investigações será divulgada amanhã após reunião .
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