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03/09/2005 - 09h40

Casamento de filho de Cesar Maia tem pancadaria

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SERGIO TORRES
da Folha de S.Paulo, no Rio

Protestos de universitários, gás de pimenta sobre a multidão e pancadaria marcaram ontem à noite o casamento na igreja de São Francisco de Paula (centro) do deputado federal Rodrigo Maia, líder do PFL na Câmara e filho do prefeito do Rio, Cesar Maia, pré-candidato pefelista à Presidência.

Na igreja havia mais três presidenciáveis do PSDB: o governador de Minas, Aécio Neves, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, José Serra.

Os manifestantes --de 80 a 100, segundo a Polícia Militar --só surgiram em frente à igreja quando os convidados já estavam instalados e a noiva, Patrícia Vasconcelos, se preparava para entrar conduzida pelo padrasto, o deputado federal Moreira Franco (PMDB), ex-governador do Rio.

"Oligarquia! Oligarquia!", gritavam em coro os manifestantes, que cursam história, ciências sociais e filosofia na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). A igreja fica no largo de São Francisco, vizinha ao prédio do Instituto de Ciências Sociais e Filosofia.

O coro soou na igreja por sobre o grupo de câmara que interpretava, em tom baixo, obras clássicas de Gounod ("Ave Maria") e Heitor Villa-Lobos ("Bachianas nº 5"). Os convidados se entreolharam tensos. A noiva entrou na igreja. O casamento começou.

Com cartazes de protesto, entre eles um com a frase "Não procriem", os manifestantes reclamavam da retirada de camelôs e mendigos pela Guarda Municipal. O largo de São Francisco é um ponto tradicional de mendicância e camelotagem no centro carioca.

Quando os universitários correram para a entrada lateral da igreja, por onde os noivos poderiam sair, guardas municipais aspergiram gás de pimenta sobre eles.

Ao final do casamento, a confusão aumentou, com mais gás de pimenta. O senador Artur Virgílio (PSDB), ao descer as escadarias, foi xingado e devolveu os xingamentos.

Para escapar da confusão, Alckmin foi colocado dentro de um furgão, que passou sobre a praça em meio às pessoas. Ao lado do carro, três seguranças, com as mãos na cintura, como se estivessem segurando armas, corriam para proteger o governador das cusparadas.

Enquanto isso, a dez metros dali, universitários, camelôs e mendigos que aderiram ao protesto se engalfinhavam com guardas e policiais militares.

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