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24/05/2006 - 20h09

Câmara absolveu 11 suspeitos de envolvimento com o "mensalão"; veja nomes

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da Folha Online

A Câmara dos Deputados já absolveu 11 dos 19 suspeitos de envolvimento com o "mensalão". O último a se livrar da cassação foi Vadão Gomes (PP-SP).

Veja o que aconteceu com os suspeitos:

RENUNCIARAM
Carlos Rodrigues (PL-RJ): Lista repassada à Polícia Federal pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza mostra que o deputado teria recebido R$ 400 mil. O deputado nega e afirma que não há nenhuma prova documental ou testemunhal que o vincule aos saques.
Paulo Rocha (PT-PA): Segundo Marcos Valério, o deputado sacou R$ 920 mil das contas da SMPB. No entanto, documentos em posse da CPI comprovam saques de R$ 420 mil, realizados por Anita Leocádia, sua assessora. Rocha, um dos primeiros do PT a se defender, disse que usou o recurso em caixa dois para pagar dívidas de campanhas realizadas no Pará em 2002.
José Borba (PMDB-PR): O ex-líder do PMDB na Câmara teria sido beneficiado com R$ 2,1 milhões. Borba nega ter recebido o dinheiro. Ele chegou a confirmar que tratava de nomeações em estatais com Marcos Valério.
Valdemar Costa Neto (PL-SP): Foi acusado por Roberto Jefferson de envolvimento no "mensalão. Ele confessou que recebeu R$ 6,5 milhões do caixa dois do PT para a campanha de 2002.
CASSADOS
Roberto Jefferson (PTB-RJ): Pivô da crise que o governo Luiz Inácio Lula da Silva atravessa, o deputado Roberto Jefferson (RJ), 51, denunciou, em entrevista publicada pela Folha de S.Paulo, que congressistas aliados recebiam o que chamou de um "mensalão" de R$ 30 mil. Admitiu ter recebido R$ 4 milhões do PT para caixa dois de campanha das mãos de Marcos Valério. Foi citado como o líder do esquema de corrupção nos Correios.
José Dirceu (PT-SP): Citado em diversos depoimentos como um dos cabeças do "mensalão". Segundo Roberto Jefferson, Dirceu chefiava as indicações para cargos em estatais com o objetivo de captar recursos para o PT. O deputado nega as acusações e diz que não pode ser cassado porque as acusações são da época em que ele era ministro.
Pedro Corrêa (PP-PE): Embora não seja apontado como sacador, Corrêa foi responsabilizado por ser presidente da legenda. Ele admitiu que parte do dinheiro recebido por Janene pagaria advogados em 36 ações penais.
AGUARDAM JULGAMENTO
José Janene (PP-PR): Aparece como beneficiário de R$ 4,1 milhões que teriam sido sacados pelo assessor João Claudio Genu. Disse que o partido passava por problemas financeiros e que, com parte do dinheiro, o PP pagou um advogado que defenderia um integrante da bancada.
FORAM ABSOLVIDOS
João Magno (PT-MG): Nos documentos do Banco do Brasil recebidos pela CPI, consta pagamento da SMPB no valor de R$ 50 mil para um de seus assessores. Nos documentos do Banco Rural, há quatro pagamentos da SMPB para pessoas próximas ao deputado, ele inclusive. Um assessor recebeu R$ 10 mil, um irmão do deputado obteve outros R$ 25,915 mil, e o próprio deputado recebeu outros dois pagamentos que totalizam R$ 41 mil. Magno admitiu que o dinheiro não contabilizado foi usado para pagar dívidas de sua campanha à Prefeitura de Ipatinga.
João Paulo Cunha (PT-SP): Marcia Regina Cunha, mulher do ex-presidente da Câmara, sacou da agência do banco Rural em Brasília R$ 50 mil. Inicialmente, ele disse que a mulher havia ido à agência pagar uma conta de TV a cabo. Depois, ele mudou a versão e disse que o dinheiro foi usado para ajudar na campanha do PT em Osasco, no ano passado.
José Mentor (PT-SP): Recebeu, por intermédio de seu escritório de advocacia, R$ 120 mil da 2S Participações, de Marcos Valério. Também em posse da CPI, há uma cópia de um cheque da 2S no valor de R$ 60 mil, também depositado na conta do escritório. É citado na agenda de Fernanda Karina Somaggio, ex-secretária de Valério. Segundo Fernanda, quando o deputado relatava a CPI do Banestado, Marcos Valério destruiu 25 pastas com documentos da SMPB depois de Mentor. O deputado, por sua vez, afirmou que seu escritório prestava serviços para um sócio da 2S.
Josias Gomes (PT-BA): Foi pessoalmente ao Banco Rural de Brasília fazer dois saques de R$ 50 mil. Em sua defesa, alegou que usou o recurso para pagar dívidas de sua campanha de 2002.
Pedro Henry (PP-MT): Apontado pelo deputado Roberto Jefferson como um dos distribuidores do "mensalão". Também teria sido responsável por pressionar o PTB para participar do esquema. O deputado nega as acusações.
Professor Luizinho (PT-SP): Aparece como beneficiário de R$ 20 mil sacados da agência do Banco Rural em São Paulo por um assessor. Em sua defesa, ele alegou que o dinheiro foi usado para o caixa dois de campanhas de vereadores de São Paulo.
Roberto Brant (PFL-MG): Na lista de saques da SMPB enviada à CPI, existe um de R$ 102 mil feito por Nestor Francisco de Oliveira, coordenador político da campanha de Brant à Prefeitura de Belo Horizonte em 2004. O assessor confirmou o saque como doação de campanha não contabilizada como uma doação da Usiminas.
Romeu Queiroz (PTB-MG): Na lista apresentada por Simone Vasconcelos, diretora financeira da SMPB, o deputado aparece como tendo sacado R$ 350 mil. Queiroz admitiu ter recebido outros R$ 102 mil da Usiminas, que foram intermediados por Marcos Valério. Disse que pegou o dinheiro a pedido do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
Sandro Mabel (PL-GO): Acusado pelo deputado Roberto Jefferson de ser um dos operadores do "mensalão" e de ter oferecido R$ 1 milhão de "luvas" mais R$ 30 mil mensais para que a deputada Raquel Teixeira (PSDB-GO) fosse para o PL. Mabel nega as acusações.
Vadão Gomes (PP-SP): Foi citado pelo empresário Marcos Valério como beneficiário de dois repasses feitos em 2004 no total de R$ 3,7 milhões. Em sua defesa, o deputado afirmou que autorizou a quebra de seu sigilo bancário e apresentou extratos da conta de um frigorífico de sua propriedade, onde supostamente Valério teria depositado recursos. O deputado também negou que tenha feito negócios com o empresário. Disse ainda que nem ele nem seus assessores sacaram dinheiro no Banco Rural.
Wanderval Santos (PL-SP): Dados do Banco Rural apontam um assessor do deputado como beneficiário de um saque de R$ 150 mil. O deputado argumenta que mandou o motorista no Banco Rural a pedido de deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ).
 

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