04/09/2006
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12h39
da Folha Online, em Brasília
Apesar das novas denúncias, o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), manteve hoje sua posição de votar o processo de cassação de mandato do deputado José Janene (PP-PA) no plenário somente depois das eleições.
Reportagem da Folha, ontem, revelou que a Operação Vampiro, da Polícia Federal, registrou conversas telefônicas revelando que Janene tentou comprar parlamentares para aumentar a bancada do PP, que apóia o governo no Congresso.
O deputado é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do publicitário Marcos Valério de Souza, apontado como operador do mensalão. Não há provas, mas integrantes da extinta CPI dos Correios suspeitam que o dinheiro pode ter sido usado na cooptação de parlamentares.
O presidente da Câmara insistiu que a votação de perda de mandato exige quórum alto e que não é possível garantir casa cheia neste período de eleições. A expectativa é que o processo de Janene só entre na pauta em outubro.
"O único calendário que temos para votação com quórum que não é tranqüilo é essa semana [a última de esforço concentrado]. Consultei os líderes e a Mesa e eles concordaram com o encaminhamento de votações de processos de perda de mandato depois das eleições", ponderou Aldo.
Conselho de Ética
O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que as novas denúncias contra Janene deverão ser anexadas ao processo. O relator no órgão foi o deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), que deve apresentar as novas denúncias ao plenário quando for defender sua posição de que Janene deve perder o mandato.
Janene é o último deputado acusado pelo Conselho de Ética de envolvimento com o escândalo do mensalão a ser julgado pela Câmara. O processo se arrastou porque Janene sofre de problemas cardíacos e demorou a apresentar sua defesa. O deputado também tentou manobras regimentais para atrasar a votação no órgão.
O progressista nega ter recebido dinheiro para comprar deputados. Segundo Janene, o partido recebeu do velerioduto R$ 700 mil para pagar advogados.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre José Janene
Aldo quer votar processo de cassação de Janene depois das eleições
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ANDREZA MATAISda Folha Online, em Brasília
Apesar das novas denúncias, o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), manteve hoje sua posição de votar o processo de cassação de mandato do deputado José Janene (PP-PA) no plenário somente depois das eleições.
Reportagem da Folha, ontem, revelou que a Operação Vampiro, da Polícia Federal, registrou conversas telefônicas revelando que Janene tentou comprar parlamentares para aumentar a bancada do PP, que apóia o governo no Congresso.
O deputado é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do publicitário Marcos Valério de Souza, apontado como operador do mensalão. Não há provas, mas integrantes da extinta CPI dos Correios suspeitam que o dinheiro pode ter sido usado na cooptação de parlamentares.
O presidente da Câmara insistiu que a votação de perda de mandato exige quórum alto e que não é possível garantir casa cheia neste período de eleições. A expectativa é que o processo de Janene só entre na pauta em outubro.
"O único calendário que temos para votação com quórum que não é tranqüilo é essa semana [a última de esforço concentrado]. Consultei os líderes e a Mesa e eles concordaram com o encaminhamento de votações de processos de perda de mandato depois das eleições", ponderou Aldo.
Conselho de Ética
O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse que as novas denúncias contra Janene deverão ser anexadas ao processo. O relator no órgão foi o deputado Jairo Carneiro (PFL-BA), que deve apresentar as novas denúncias ao plenário quando for defender sua posição de que Janene deve perder o mandato.
Janene é o último deputado acusado pelo Conselho de Ética de envolvimento com o escândalo do mensalão a ser julgado pela Câmara. O processo se arrastou porque Janene sofre de problemas cardíacos e demorou a apresentar sua defesa. O deputado também tentou manobras regimentais para atrasar a votação no órgão.
O progressista nega ter recebido dinheiro para comprar deputados. Segundo Janene, o partido recebeu do velerioduto R$ 700 mil para pagar advogados.
Especial

