27/10/2006
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13h14
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que é falso o depoimento do padeiro Aguinaldo Lima, que disse ter entregue R$ 250 mil para a compra do dossiê antitucano a Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo.
Segundo assessores da PF em Cuiabá, Lima forjou o depoimento aos policiais federais.
A PF investiga se o PSDB está envolvido no falso depoimento de Aguinaldo. Segundo assessores da polícia, Rosely Souza Pantaleão --que é secretária-executiva do PSDB no interior de Minas Gerais-- teria intermediado o contato de Aguinaldo com jornalistas em Minas quando ele se apresentou como testemunha do caso dossiê.
A polícia descobriu a "farsa" ao constatar que os saques apresentados por Aguinaldo não foram efetivados no banco. A PF deve indiciar o padeiro por falso testemunho.
Aguinaldo disse, no depoimento, que transportou R$ 250 mil de Pouso Alegre (MG) para São Paulo (SP) que seria utilizado na compra do dossiê antitucano. O padeiro afirmou que teria recebido o dinheiro do promotor de eventos Luiz Armando Silvestre Ramos, para quem trabalhou há um ano. Ramos teria pedido para usar sua conta bancária para receber uma transferência eletrônica de R$ 80 mil no último dia 10 de setembro. O promotor teria sacado mais R$ 170 mil para a compra do dossiê.
Repercussão
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que se a denúncia for confirmada, a secretária e todos os envolvidos devem ser punidos. "Se tiver alguém do PSDB envolvido nisso, que pague mesmo. Não altera em nada a minha disposição de ver tudo isso esclarecido porque a opinião pública não pode ficar sem respostas", disse.
Virgílio afirmou, no entanto, que não acredita que ela tenha agido a mando do PSDB. "Pelo menos orientação minha ela não teve. E orientação do partido, eu tenho certeza que não [teve]. Não sei de quem se trata e é bom que se investigue."
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GABRIELA GUERREIROda Folha Online, em Brasília
A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que é falso o depoimento do padeiro Aguinaldo Lima, que disse ter entregue R$ 250 mil para a compra do dossiê antitucano a Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao governo de São Paulo.
Segundo assessores da PF em Cuiabá, Lima forjou o depoimento aos policiais federais.
A PF investiga se o PSDB está envolvido no falso depoimento de Aguinaldo. Segundo assessores da polícia, Rosely Souza Pantaleão --que é secretária-executiva do PSDB no interior de Minas Gerais-- teria intermediado o contato de Aguinaldo com jornalistas em Minas quando ele se apresentou como testemunha do caso dossiê.
A polícia descobriu a "farsa" ao constatar que os saques apresentados por Aguinaldo não foram efetivados no banco. A PF deve indiciar o padeiro por falso testemunho.
Aguinaldo disse, no depoimento, que transportou R$ 250 mil de Pouso Alegre (MG) para São Paulo (SP) que seria utilizado na compra do dossiê antitucano. O padeiro afirmou que teria recebido o dinheiro do promotor de eventos Luiz Armando Silvestre Ramos, para quem trabalhou há um ano. Ramos teria pedido para usar sua conta bancária para receber uma transferência eletrônica de R$ 80 mil no último dia 10 de setembro. O promotor teria sacado mais R$ 170 mil para a compra do dossiê.
Repercussão
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), disse que se a denúncia for confirmada, a secretária e todos os envolvidos devem ser punidos. "Se tiver alguém do PSDB envolvido nisso, que pague mesmo. Não altera em nada a minha disposição de ver tudo isso esclarecido porque a opinião pública não pode ficar sem respostas", disse.
Virgílio afirmou, no entanto, que não acredita que ela tenha agido a mando do PSDB. "Pelo menos orientação minha ela não teve. E orientação do partido, eu tenho certeza que não [teve]. Não sei de quem se trata e é bom que se investigue."
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