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05/04/2007 - 10h12

Folha tem novo ombudsman a partir de hoje

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da Folha de S.Paulo

O jornalista Mário Magalhães, 42, é o novo ombudsman da Folha a partir desta quinta-feira. Ele substitui Marcelo Beraba, 55, que ocupou o cargo nos últimos três anos.

Jornalista há 21 anos, autor de livros-reportagens e com vários prêmios na área, Magalhães vinha atuando como repórter especial na Sucursal da Folha no Rio de Janeiro.

Ele será o oitavo profissional a ocupar o cargo de ombudsman desde 1989 --ano em que a função foi criada na Folha, primeiro jornal a adotá-la no país.

Um dos principais desafios no posto, segundo ele, será "na condição de representante dos leitores, contribuir para que a Folha produza um jornalismo de mais qualidade, em um período de enormes transformações da mídia no mundo, sob o impacto da internet".

Para Magalhães, com a profusão de novas mídias e informações, atualmente "os jornais impressos vivem uma crise que também é existencial".

"O jornal impresso de antigamente não serve mais hoje. Ele ainda precisa ser a melhor síntese possível dos acontecimentos do dia anterior, mas isso não basta. Deve contextualizar e aprofundar os fatos, jogar luz no que às vezes é apenas superficial no jornalismo de outras plataformas", afirma.

Entre suas principais funções, o ombudsman encaminha à Redação as reclamações dos leitores, critica o jornal em sua coluna de domingo e redige, diariamente, uma crítica interna.

A fim de preservar sua isenção, as sugestões ou críticas do ombudsman não têm caráter deliberativo no jornal.

O mandato é de um ano, renovável por mais dois, e o ombudsman não pode ser demitido durante um período de seis meses após deixar o cargo.

Antes de Magalhães, ocuparam o cargo Caio Túlio Costa, Mario Vitor Santos, Junia Nogueira de Sá, Marcelo Leite, Renata Lo Prete, Bernardo Ajzenberg e Marcelo Beraba.

Origem

A palavra ombudsman surgiu na Suécia, em 1810, para designar o defensor dos cidadãos ameaçados pelo Parlamento. Com o tempo, foram surgindo ombudsmans em empresas, universidades e hospitais. A idéia chegou à imprensa em 1967, quando um jornal do Estado de Kentucky (EUA) indicou seu ombudsman.

Carioca, Magalhães se formou em jornalismo na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ) e iniciou sua carreira na "Tribuna da Imprensa", em 1986, tendo passado por "O Globo" e "O Estado de S. Paulo", sempre como repórter.

Ingressou na Folha em 1991 como editor-assistente do Folhateen. Foi editor-assistente e repórter de Esporte, repórter da Sucursal do Rio e repórter especial --função que exercia em 2003, quando deixou o jornal para escrever a biografia do guerrilheiro Carlos Marighella (1911-1969). O livro, em fase de conclusão, sairá pela Companhia das Letras. Em 2006, Magalhães voltou para a Folha.

Entre prêmios e menções honrosas, ele recebeu duas vezes o Prêmio Folha de Reportagem, duas vezes o Prêmio da Sociedade Interamericana de Imprensa, o Prêmio Lorenzo Natali (da União Européia), o Prêmio Esso de Jornalismo, o Prêmio Vladimir Herzog, a Medalha Chico Mendes e o Prêmio Direitos Humanos-RS.

Magalhães é também co-autor --com o fotógrafo Antônio Gaudério-- do livro de reportagens "Viagem ao País do Futebol" (DBA, 1998) e autor do livro-reportagem "O Narcotráfico" (Publifolha, 2000).

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