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06/05/2007 - 19h46

Morre no Rio o deputado federal Enéas Carneiro

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da Folha Online

Morreu por volta das 16h deste domingo o deputado federal Enéas Carneiro (PR, ex-Prona), 68, no Rio de Janeiro.

Lula Marques/Folha Imagem
Deputado federal Enéas Carneiro (PR, ex-Prona), que morreu aos 68 anos no Rio.
Deputado federal Enéas Carneiro (PR, ex-Prona), que morreu aos 68 anos no Rio.
O deputado sofria de leucemia -- tipo de câncer que atinge o sangue e caracteriza-se pela proliferação descontrolada dos glóbulos brancos-- e há uma semana estava em casa por recomendações médicas, de acordo com deputado Luciano Castro (PR-RR), líder do partido na Câmara.

Segundo Castro, Enéas estava na casa de uma filha no Rio de Janeiro. Ele se elegeu deputado pelo Estado de São Paulo.

"A luta contra a leucemia era muito grande, mas a quimioterapia o deixava muito debilitado. Até ontem [sábado], ele estava lúcido, conversando. A perda é muito grande", afirmou Castro.

O corpo do deputado deve ser cremado na segunda-feira (7) no Rio, de acordo com o líder do PR.

Biografia

Deputado pelo PR, Enéas Ferreira Carneiro nasceu em novembro de 1938, em Rio Branco (AC). Fundador do extinto Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), em 2002 foi eleito Deputado Federal com o maior número de votos na história do país (1,74 milhão de votos). Em 2006, Enéas foi reeleito (desta vez com 387 mil votos) para o cargo em que permaneceria até 2010.

Formado em medicina em 1965 pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Enéas gostava de repetir que foi o melhor aluno em todas as séries do primário ao ginásio ou que passou em primeiro na faculdade. Enéas seguiu seus estudos e fez mestrado em cardiologia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Em sua primeira tentativa de chegar à presidência (em 1989), ainda desconhecido, com 360.578 votos (0,5% dos votos válidos), tornou famoso o bordão "Meu nome é Enéas", que encerrava seus 15 segundos no programa eleitoral. Naquela eleição, vencida por Fernando Collor, ele ficou em 12º lugar.

Na segunda (1994), deixou para trás pesos-pesados da política, como Leonel Brizola (PDT) e Orestes Quércia (PMDB), chegando em terceiro lugar. Em 2000, Enéas concorreu à Prefeitura de São Paulo, obtendo apenas 3% dos votos válidos.

Um levantamento do Datafolha de 1998 revelou que Enéas era visto como alguém "inteligente e brilhante". "Não é um atributo pelo qual eu tenha mérito nenhum. Foi Deus quem me deu. É como beleza física. Ninguém tem mérito por ser bonito", afirmou ele, que tinha na leitura seu maior prazer.

Enéas contabilizava "milhares" de livros lidos e "dezenas de milhares" de trabalhos científicos publicados em áreas que vão de estruturalismo, geopolítica e macroeconomia à lógica, epistemologia e cibernética, passando por filosofia, paleantropologia e astrofísica --e medicina, claro.

Os eleitores o classificavam como um político folclórico e cômico. "Acho perfeitamente normal e compreensível", disse, afirmando que isso acontece toda vez que surge alguém contrário a um sistema estabelecido.

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