09/05/2007
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08h35
da Agência Folha, em Indaiatuba
Bispos reunidos na 45ª Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Indaiatuba (SP), reafirmaram terça-feira (8), em resposta ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que a Igreja Católica é contrária ao aborto. Também cobraram mais empenho na solução dos problemas no atendimento à saúde da população.
Em entrevista ontem à rádio CBN, Temporão disse que o aborto "é um tema delicado" e que setores da igreja "fizeram declarações muito agressivas [sobre o tema], bastante distante do que Jesus ensinou". O ministro disse ainda que não é possível ignorar que milhares de mulheres brasileiras recorrem ao aborto anualmente.
Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, disse ontem que desconhecia as declarações de Temporão, mas afirmou que a posição da Igreja Católica não era agressiva, mas contrária à "agressão" do aborto.
"A defesa da vida, que é a posição da igreja, é justamente contra a agressão à vida. Não é [uma posição] agressiva, é uma posição de defesa, de respeito à vida", disse.
Segundo dom Odilo, a igreja quer discutir o aborto e espera não ser excluída do debate. "Que não se excluam da discussão os membros da sociedade brasileira que têm posição diferente daquela que se pretende majoritária, mas que, de fato, pelas estatísticas, não é [majoritária]. A população brasileira não é favorável ao aborto."
O bispo de Blumenau (SC), dom Angélico Bernardino, disse que o ministro da Saúde deveria promover mais a saúde, e não a morte. "Quando a gente vê neste Brasil a situação nocauteada da saúde pública, há um vasto campo de trabalho. Então, que o ilustre ministro da Saúde seja ministro da saúde, e não da morte", afirmou.
O arcebispo de Belém (PA), dom Orani Tempesta, presidente da Comissão para a Cultura, Educação e Comunicação da CNBB, disse que há muito trabalho a ser feito pela saúde da população e que "não pode concordar que quem deva cuidar da saúde leve à morte crianças indefesas".
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Bispos cobram "mais empenho" do Ministério da Saúde
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SÍLVIA FREIREda Agência Folha, em Indaiatuba
Bispos reunidos na 45ª Assembléia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), em Indaiatuba (SP), reafirmaram terça-feira (8), em resposta ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, que a Igreja Católica é contrária ao aborto. Também cobraram mais empenho na solução dos problemas no atendimento à saúde da população.
Em entrevista ontem à rádio CBN, Temporão disse que o aborto "é um tema delicado" e que setores da igreja "fizeram declarações muito agressivas [sobre o tema], bastante distante do que Jesus ensinou". O ministro disse ainda que não é possível ignorar que milhares de mulheres brasileiras recorrem ao aborto anualmente.
Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, disse ontem que desconhecia as declarações de Temporão, mas afirmou que a posição da Igreja Católica não era agressiva, mas contrária à "agressão" do aborto.
"A defesa da vida, que é a posição da igreja, é justamente contra a agressão à vida. Não é [uma posição] agressiva, é uma posição de defesa, de respeito à vida", disse.
Segundo dom Odilo, a igreja quer discutir o aborto e espera não ser excluída do debate. "Que não se excluam da discussão os membros da sociedade brasileira que têm posição diferente daquela que se pretende majoritária, mas que, de fato, pelas estatísticas, não é [majoritária]. A população brasileira não é favorável ao aborto."
O bispo de Blumenau (SC), dom Angélico Bernardino, disse que o ministro da Saúde deveria promover mais a saúde, e não a morte. "Quando a gente vê neste Brasil a situação nocauteada da saúde pública, há um vasto campo de trabalho. Então, que o ilustre ministro da Saúde seja ministro da saúde, e não da morte", afirmou.
O arcebispo de Belém (PA), dom Orani Tempesta, presidente da Comissão para a Cultura, Educação e Comunicação da CNBB, disse que há muito trabalho a ser feito pela saúde da população e que "não pode concordar que quem deva cuidar da saúde leve à morte crianças indefesas".
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