11/01/2006
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10h39
O setor privado, e não os governos, deve assumir a liderança na luta contra o aquecimento global, afirmaram alguns dos países que mais poluem o planeta na abertura, em Sydney, de uma conferência sobre mudanças climáticas.
Representantes dos Estados Unidos, China, Índia, Japão, Coréia do Sul e Austrália se reúnem com os principais executivos das maiores companhias mineradoras e petroleiras --o objetivo é buscar meios tecnológicos modernos para fazer frente a esta questão.
"Chegou a hora do setor privado assumir a liderança da luta contra a emissão de gases que provocam o efeito estufa", disse o ministro australiano da Energia, Ian MacFarlane, durante a conferência. "O setor privado, as empresas, os proprietários de infra-estruturas terão finalmente de resolver o problema", continuou o secretário de Estado americano para a Energia, Samuel Bodman.
A conferência vai durar dois dias e representa o início das ações da Associação sobre o Desenvolvimento Limpo do Clima. Ela foi fundada no último ano e é integrada pelos Estados Unidos, Austrália, Índia, Japão e Coréia do Sul, assim como por dirigentes das grandes companhias mineradoras e de energia como a Exxon Mobil, Rio Tinto e Peabody Energy.
Os opositores afirmam que esta associação é uma forma de escapar às obrigações de limitar os gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do clima, estipuladas no protocolo de Kyoto de 1997. A Austrália e os Estados Unidos se negaram a ratificar este protocolo, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, e os países reunidos em Sydney não fixaram objetivos com cifras em termos de emissões de gases contaminados, contrariando Kyoto.
Os Estados Unidos respondem por mais de 25% das emissões de dióxido de carbono no mundo, enquanto a Austrália produz mais gás carbônico por habitante que qualquer outro país.
"Todos os países membros querem que suas economias continuem crescendo. Mas todos têm responsabilidades ecológicas que também desejam assumir. O maior desafio consistirá em trabalhar com o setor privado e não somente com os governos", declarou o ministro australiano das Relações Exteriores, Alexander Downer.
Cerca de 80 pessoas protestaram no hotel do centro de Sydney, onde é realizada a conferência e lançaram dióxido de carbono em uma foto do primeiro-ministro da Austrália, John Howard.
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da France Presse, em SidneyO setor privado, e não os governos, deve assumir a liderança na luta contra o aquecimento global, afirmaram alguns dos países que mais poluem o planeta na abertura, em Sydney, de uma conferência sobre mudanças climáticas.
Representantes dos Estados Unidos, China, Índia, Japão, Coréia do Sul e Austrália se reúnem com os principais executivos das maiores companhias mineradoras e petroleiras --o objetivo é buscar meios tecnológicos modernos para fazer frente a esta questão.
"Chegou a hora do setor privado assumir a liderança da luta contra a emissão de gases que provocam o efeito estufa", disse o ministro australiano da Energia, Ian MacFarlane, durante a conferência. "O setor privado, as empresas, os proprietários de infra-estruturas terão finalmente de resolver o problema", continuou o secretário de Estado americano para a Energia, Samuel Bodman.
A conferência vai durar dois dias e representa o início das ações da Associação sobre o Desenvolvimento Limpo do Clima. Ela foi fundada no último ano e é integrada pelos Estados Unidos, Austrália, Índia, Japão e Coréia do Sul, assim como por dirigentes das grandes companhias mineradoras e de energia como a Exxon Mobil, Rio Tinto e Peabody Energy.
Os opositores afirmam que esta associação é uma forma de escapar às obrigações de limitar os gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do clima, estipuladas no protocolo de Kyoto de 1997. A Austrália e os Estados Unidos se negaram a ratificar este protocolo, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, e os países reunidos em Sydney não fixaram objetivos com cifras em termos de emissões de gases contaminados, contrariando Kyoto.
Os Estados Unidos respondem por mais de 25% das emissões de dióxido de carbono no mundo, enquanto a Austrália produz mais gás carbônico por habitante que qualquer outro país.
"Todos os países membros querem que suas economias continuem crescendo. Mas todos têm responsabilidades ecológicas que também desejam assumir. O maior desafio consistirá em trabalhar com o setor privado e não somente com os governos", declarou o ministro australiano das Relações Exteriores, Alexander Downer.
Cerca de 80 pessoas protestaram no hotel do centro de Sydney, onde é realizada a conferência e lançaram dióxido de carbono em uma foto do primeiro-ministro da Austrália, John Howard.
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