Equipe acha "fábrica" de estrelas em par de galáxias; veja foto
SALVADOR NOGUEIRAda Folha de S.Paulo
Astrônomos do Observatório Nacional de Radioastronomia dos EUA e do Centro de Vôo Espacial Goddard, da Nasa (agência espacial americana), encontraram o que estão chamando de uma "fábrica de supernovas".
| NRAO/AUI/NSF/STScI/Nasa |
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| Imagem mostra choque galáctico a 140 milhões de anos-luz |
A região foi gerada pela colisão de duas galáxias, a 140 milhões de anos-luz de distância, e produz supernovas num ritmo 50 vezes superior ao normalmente observado na Via Láctea.
Na galáxia, que abriga o Sol e a Terra, uma supernova surge em média a cada cem anos. Na região distante observada pelos astrônomos, designada Arp 299, esse tipo de evento acontece a cada dois anos.
Supernovas surgem de duas maneiras. Ou são o resultado da morte de uma estrela, que ao final da vida ejeta suas camadas exteriores e explode, ou são causadas pelo canibalismo de uma estrela por outra vizinha, que gera espasmos ocasionais e ejeção de material estelar. Nos dois casos é produzido um brilho intenso, de 100 bilhões de sóis.
Acredita-se que a fábrica de supernovas seja resultado da colisão galáctica. Os cientistas esperam que suas observações permitam entender o processo, que deve ter sido comum no Universo primitivo.
Outro anúncio foi feito ontem pelo Observatório Europeu do Sul: a descoberta de uma galáxia que figura entre as mais distantes já encontradas. A luz dela que chega à Terra hoje foi produzida só 900 milhões de anos após o nascimento do Universo, que conta atualmente com cerca de 13,7 bilhões de anos.



