31/05/2006
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20h02
A Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) considerou insuficiente a redução de meio ponto da taxa Selic para 15,25% ao ano. "Para o resultado positivo do PIB no primeiro trimestre se repetir no segundo e configurar uma tendência de crescimento superior aos 2,5% dos últimos anos, teria sido necessário um corte menos tímido", disse o presidente da entidade, Abram Szajman. "O Copom perdeu mais uma oportunidade de contribuir para o crescimento da economia."
Na avaliação da entidade, esta seria a última chance de um corte mais agressivo na Selic, observadas as condições do cenário internacional, em particular a elevação da taxa de juros norte-americana, que desfavorecem futuras reduções até o fim do ano.
De acordo com a Fecomercio, os juros estão em patamar acima do necessário para o controle da inflação. 'A estabilidade das variáveis macroeconômicas assegura o cumprimento da meta inflacionária, o que torna ainda mais anacrônico o excessivo conservadorismo do Copom', disse Szajman.
Para o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Guilherme Afif Domingos, a decisão do Copom era esperada pelo mercado e, "apesar de cautelosa, foi correta, levando-se em conta as perturbações do cenário financeiro internacional."
Afif disse esperar que o Banco Central continue na trajetória de redução das taxas de juros, "mas que não perca novas oportunidades para cortes mais ousados, como ocorreu no passado, se as condições se apresentarem favoráveis."
O presidente da ACSP acredita que o governo poderia ajudar a criar essas condições favoráveis praticando uma política fiscal mais austera.
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Para o comércio, corte de 0,5 ponto nos juros é insuficiente
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da Folha OnlineA Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) considerou insuficiente a redução de meio ponto da taxa Selic para 15,25% ao ano. "Para o resultado positivo do PIB no primeiro trimestre se repetir no segundo e configurar uma tendência de crescimento superior aos 2,5% dos últimos anos, teria sido necessário um corte menos tímido", disse o presidente da entidade, Abram Szajman. "O Copom perdeu mais uma oportunidade de contribuir para o crescimento da economia."
Na avaliação da entidade, esta seria a última chance de um corte mais agressivo na Selic, observadas as condições do cenário internacional, em particular a elevação da taxa de juros norte-americana, que desfavorecem futuras reduções até o fim do ano.
De acordo com a Fecomercio, os juros estão em patamar acima do necessário para o controle da inflação. 'A estabilidade das variáveis macroeconômicas assegura o cumprimento da meta inflacionária, o que torna ainda mais anacrônico o excessivo conservadorismo do Copom', disse Szajman.
Para o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Guilherme Afif Domingos, a decisão do Copom era esperada pelo mercado e, "apesar de cautelosa, foi correta, levando-se em conta as perturbações do cenário financeiro internacional."
Afif disse esperar que o Banco Central continue na trajetória de redução das taxas de juros, "mas que não perca novas oportunidades para cortes mais ousados, como ocorreu no passado, se as condições se apresentarem favoráveis."
O presidente da ACSP acredita que o governo poderia ajudar a criar essas condições favoráveis praticando uma política fiscal mais austera.
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