07/02/2007
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09h40
O secretário de Energia dos EUA, Samuel Bodman, afirmou que o governo do país estuda a criação de reservas de etanol. "Há uma série de coisas que nós estamos pensando."
O presidente George W. Bush anunciou em janeiro que o país deveria reduzir em 20% o consumo de gasolina até 2017. Para isso, uma das saídas é o maior uso de combustíveis alternativos, como o etanol.
A proposta de Bodman surge no momento em que o governo dos EUA também discute dobrar a capacidade de suas reservas de petróleo nos próximos 20 anos, de 727 milhões de barris para 1,5 bilhão de barris.
No entanto a proposta do secretário não foi muito bem recebida pelos representantes do setor de etanol dos EUA, que consideram que o país não precisa de reservas. "Não consigo imaginá-los fazendo isso [criação de reservas de etanol] no curto prazo", disse ao "Wall Street Journal" Samantha Slater, da Associação de Combustíveis Renováveis. "Estamos usando cada gota."
Para ela, a criação de reserva de etanol seria desnecessária, já que "geralmente isso significaria que temos algum [combustível] para colocar lá".
Na opinião de Slater, a formação de estoques do combustível alternativo pelos EUA não seria "efetiva" neste momento.
A adoção de reservas de etanol pelos EUA pode ser bom para o Brasil. Os dois países são os maiores produtores mundiais do combustível e a formação de reservas significa que os EUA terão de ter excedente -por aumento da produção ou por meio de importações.
Sem a importação de etanol, analistas consideram que os EUA não conseguirão cumprir a meta anunciada por Bush, de aumentar o consumo de combustíveis alternativos, como o etanol, para 7,5 bilhões de galões em 2012 e para 35 bilhões de galões em 2017. Os americanos consomem atualmente cerca de 5 bilhões de galões de etanol por ano.
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Secretário dos EUA diz que país pode criar reserva de combustível
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da Folha de S.PauloO secretário de Energia dos EUA, Samuel Bodman, afirmou que o governo do país estuda a criação de reservas de etanol. "Há uma série de coisas que nós estamos pensando."
O presidente George W. Bush anunciou em janeiro que o país deveria reduzir em 20% o consumo de gasolina até 2017. Para isso, uma das saídas é o maior uso de combustíveis alternativos, como o etanol.
A proposta de Bodman surge no momento em que o governo dos EUA também discute dobrar a capacidade de suas reservas de petróleo nos próximos 20 anos, de 727 milhões de barris para 1,5 bilhão de barris.
No entanto a proposta do secretário não foi muito bem recebida pelos representantes do setor de etanol dos EUA, que consideram que o país não precisa de reservas. "Não consigo imaginá-los fazendo isso [criação de reservas de etanol] no curto prazo", disse ao "Wall Street Journal" Samantha Slater, da Associação de Combustíveis Renováveis. "Estamos usando cada gota."
Para ela, a criação de reserva de etanol seria desnecessária, já que "geralmente isso significaria que temos algum [combustível] para colocar lá".
Na opinião de Slater, a formação de estoques do combustível alternativo pelos EUA não seria "efetiva" neste momento.
A adoção de reservas de etanol pelos EUA pode ser bom para o Brasil. Os dois países são os maiores produtores mundiais do combustível e a formação de reservas significa que os EUA terão de ter excedente -por aumento da produção ou por meio de importações.
Sem a importação de etanol, analistas consideram que os EUA não conseguirão cumprir a meta anunciada por Bush, de aumentar o consumo de combustíveis alternativos, como o etanol, para 7,5 bilhões de galões em 2012 e para 35 bilhões de galões em 2017. Os americanos consomem atualmente cerca de 5 bilhões de galões de etanol por ano.
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