Crise trouxe gasto extra de US$ 10,5 milhões para a TAM no 2º trimestre
YGOR SALLES
da Folha Online
A crise aérea trouxe um aumento de gastos de aproximadamente US$ 10,5 milhões à TAM no segundo trimestre, informou nesta sexta-feira o vice-presidente Financeiro e diretor de Relações com Investidores da companhia aérea, Líbano Barroso.
Deste valor, US$ 7,5 milhões estão relacionados a gastos operacionais -- combustível para os aviões com pousos deslocados ou horas extras para funcionários, por exemplo -- e o restante relacionado aos atrasos em embarques, como dispêndios com alimentação e hospedagem de passageiros à espera de seus vôos.
"Um passageiro que fica mais do que quatro horas esperando para embarcar recebe alimentação, e também hospedagem se forem pernoitar", disse Barroso. Este procedimento é previsto na legislação brasileira.
A empresa -- que anunciou nesta sexta-feira um prejuízo líquido de R$ 28,6 milhões no segundo trimestre -- não sabe ainda quantificar qual foi o prejuízo causado pelos efeitos colaterais da crise, como por exemplo o número de passageiros que deixaram de voar por causa dos problemas ou por medo. Mas acreditam que não terá forte impacto.
"As taxas de ocupação até o dia 10 deste mês era de 60% nos vôos nacionais e de 71% para os internacionais. O mês normalmente tem uma taxa de ocupação menor do que julho, e esperávamos algo em torno de 64% para os nacionais. Acho que deve chegar a este índice até o final do mês", disse Barroso.
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