Petroquímicas querem que Petrobras reduza preço de nafta
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Empresas petroquímicas que compram nafta da Petrobras querem que os preços sejam alinhados com os praticados no mercado internacional. O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, reclamou que a empresa vem importando o produto a um custo mais baixo do que adquiri junto à estatal no mercado interno.
O executivo explicou que as petroquímicas pagam "um prêmio", ou seja, um valor adicional em relação ao preço do derivado de petróleo no mercado internacional.
Grubisich defendeu que seja dada isonomia competitiva para aquisição de nafta. "É natural que peçamos à Petrobras uma nova política de precificação de nafta compatível com a realidade internacional. Não falamos de subsídios ou de benefício artificial na relação da Petrobras com os clientes."
Ele afirmou ainda que a Braskem é a maior compradora de nafta no mercado livre mundial, com demanda anual de 8,5 milhões de toneladas por ano.
Em função disso, ressaltou que a Petrobras deve dar um tratamento diferenciado à empresa.
"Em todos os lugares do mundo, o conceito de grandes clientes tem desconto em relação ao preço referencial de mercado que, neste caso, é o preço árabe", afirmou.
O presidente da Unipar, Roberto Garcia, seguiu o mesmo discurso de Grubisich, ressaltando que as petroquímicas vêm tendo tendo os resultados afetados pela disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.
Segundo Garcia, as petroquímicas não vêm conseguindo repassar integralmente a alta dos preços para os seus clientes. Ele também defendeu um tratamento diferenciado nos preços que a Petrobras pratica junto às petroquímicas.
"'Estamos defasados. Basta analisar nossos resultados no primeiro trimestre. O petróleo surpreendeu, mas não fizemos nenhuma revisão dos planos em função disso", afirmou.
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