12/07/2005
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12h26
da Folha Online, no Rio
A redução nas projeções para a safra deste ano após o fenômeno da estiagem derrubou a produção industrial do Rio Grande do Sul. Setores de destaque, como máquinas e equipamentos e produtos químicos, que têm sua produção em grande parte destinada ao agronegócio, apresentam queda significativa neste ano.
Com o freio nas expectativas, o Rio Grande do Sul se tornou o único entre os 14 locais analisados na pesquisa industrial regional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a apresentar queda na produção em maio e no acumulado do ano.
Em maio, a indústria do Rio Grande do Sul registrou seu quinto resultado negativo consecutivo (-2,4%) na comparação com igual mês do ano passado. No acumulado do ano, a retração chega a 3,4%. No mês retrasado, a queda foi motivada pelo desempenho de oito dos 14 segmentos pesquisados. As principais pressões negativas vieram de máquinas e equipamentos (-28,4%), outros produtos químicos (-8,9%) e produtos de metal (-11,8%).
Segundo o economista da Coordenação da Indústria do IBGE, André Macedo, o segmento de máquinas e equipamentos foi afetado principalmente pelas projeções de safra. "Houve redução na produção de colheitadeiras e máquinas para semeadura. Essa atividade responde por 9% da indústria do Rio Grande do Sul", afirmou.
Os produtos químicos também foram afetados por conta da redução no uso de adubos e fertilizantes. A atividade responde por 10% da indústria gaúcha.
"Existem dois fatores atuando sobre a indústria do RS: o cenário mais adverso do início do ano, que afetou as expectativas para a safra após a seca e o efeito da base de comparação mais elevada do ano passado. O produtor sabe que não vai ter o retorno financeiro esperado", afirmou.
No ano, a queda de 3,4% é puxada por máquinas e equipamentos (-21,6%), fumo (-9,1%) e outros produtos químicos (-4,6%). Em contrapartida, as indústrias de alimentos (5,5%) e calçados e artigos de couro (5,3%) exerceram as principais pressões positivas.
Recuperação
A indústria extrativa gaúcha começou a dar sinais de recuperação mais consistentes em maio, com destaque para o refino de petróleo e a produção de álcool. Em maio, a atividade registrou expansão de 19,7%, principalmente em razão do aumento da produção de naftas para petroquímica. O refino de petróleo responde por 10% da produção industrial no Estado. Em maio, a recuperação da atividade no país foi um dos fatores que alavancaram a produção, que cresceu 1,3% na comparação com abril e 5,5% em relação a maio de 2004.
Calçados e artigos de couro também apresentaram resultado positivo, com crescimento de 8,8%. Macedo destaca que nos últimos dois meses da pesquisa, a queda está perdendo fôlego. 'Os resultados vêm se tornando ligeiramente menos negativos. O acumulado do ano passou de -4,2% em abril para -3,4% em maio', disse.
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Queda nas expectativas do agronegócio derruba indústria gaúcha, diz IBGE
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JANAINA LAGEda Folha Online, no Rio
A redução nas projeções para a safra deste ano após o fenômeno da estiagem derrubou a produção industrial do Rio Grande do Sul. Setores de destaque, como máquinas e equipamentos e produtos químicos, que têm sua produção em grande parte destinada ao agronegócio, apresentam queda significativa neste ano.
Com o freio nas expectativas, o Rio Grande do Sul se tornou o único entre os 14 locais analisados na pesquisa industrial regional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a apresentar queda na produção em maio e no acumulado do ano.
Em maio, a indústria do Rio Grande do Sul registrou seu quinto resultado negativo consecutivo (-2,4%) na comparação com igual mês do ano passado. No acumulado do ano, a retração chega a 3,4%. No mês retrasado, a queda foi motivada pelo desempenho de oito dos 14 segmentos pesquisados. As principais pressões negativas vieram de máquinas e equipamentos (-28,4%), outros produtos químicos (-8,9%) e produtos de metal (-11,8%).
Segundo o economista da Coordenação da Indústria do IBGE, André Macedo, o segmento de máquinas e equipamentos foi afetado principalmente pelas projeções de safra. "Houve redução na produção de colheitadeiras e máquinas para semeadura. Essa atividade responde por 9% da indústria do Rio Grande do Sul", afirmou.
Os produtos químicos também foram afetados por conta da redução no uso de adubos e fertilizantes. A atividade responde por 10% da indústria gaúcha.
"Existem dois fatores atuando sobre a indústria do RS: o cenário mais adverso do início do ano, que afetou as expectativas para a safra após a seca e o efeito da base de comparação mais elevada do ano passado. O produtor sabe que não vai ter o retorno financeiro esperado", afirmou.
No ano, a queda de 3,4% é puxada por máquinas e equipamentos (-21,6%), fumo (-9,1%) e outros produtos químicos (-4,6%). Em contrapartida, as indústrias de alimentos (5,5%) e calçados e artigos de couro (5,3%) exerceram as principais pressões positivas.
Recuperação
A indústria extrativa gaúcha começou a dar sinais de recuperação mais consistentes em maio, com destaque para o refino de petróleo e a produção de álcool. Em maio, a atividade registrou expansão de 19,7%, principalmente em razão do aumento da produção de naftas para petroquímica. O refino de petróleo responde por 10% da produção industrial no Estado. Em maio, a recuperação da atividade no país foi um dos fatores que alavancaram a produção, que cresceu 1,3% na comparação com abril e 5,5% em relação a maio de 2004.
Calçados e artigos de couro também apresentaram resultado positivo, com crescimento de 8,8%. Macedo destaca que nos últimos dois meses da pesquisa, a queda está perdendo fôlego. 'Os resultados vêm se tornando ligeiramente menos negativos. O acumulado do ano passou de -4,2% em abril para -3,4% em maio', disse.
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