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23/06/2009 - 09h43

Quem chutar no Enem terá pontuação menor, adverte Ministério da Educação

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RICARDO GALLO
da Folha de S.Paulo

O Ministério da Educação adverte: não adianta chutar no Enem. Será possível identificar, com base no padrão das respostas de cada candidato, quem acertou aleatoriamente uma determinada questão.

Mais: no cálculo da nota, o peso atribuído ao acerto do "chutador" será inferior ao dos que responderam de modo correto por dominar o tema.

O sistema antichute é uma das características da TRI (Teoria de Resposta ao Item), adotada no novo Enem. Criado para substituir o vestibular nas universidades federais, o exame ocorre em 3 e 4 de outubro.

Com a TRI, as perguntas são "inteligentes" --sabe-se o perfil de quem acerta com maior probabilidade as mais fáceis, as intermediárias e as difíceis.

Isso ocorre graças a um banco com milhares de respostas de alunos que atualmente testam as questões do Enem. Além de estabelecer padrões de resposta, o teste também seleciona quais serão as 180 questões que comporão o Enem.

Participam dessa etapa estudantes do segundo ano do ensino médio e universitários primeiranistas. Os alunos do terceiro ano do ensino médio, público-alvo do Enem, ficaram de fora --para não terem acesso a uma pergunta que possam encontrar no exame.

É o padrão das milhares de respostas que revela o chute. Estatisticamente, quem erra questões mais fáceis não acerta as difíceis. Do mesmo modo, os que acertam as mais complexas não erram nas simples.

"É assim que a TRI permite identificar prováveis chutes na hora de calcular a nota do estudante", diz Heliton Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Inep (órgão do MEC responsável pelo Enem).

O segredo: coerência

Com um mecanismo que detecta respostas fora do padrão, qual o segredo para ir bem em uma prova como a do Enem? Ter um índice de acertos equilibrado e "coerente", diz Tadeu da Ponte, coordenador do vestibular do Insper (ex-Ibmec-SP). A instituição adotou pela primeira vez a TRI no vestibular de 31 de maio. A vantagem, segundo ele: maior precisão para escolher candidatos --e um vestibular com um número menor de perguntas.

Acertos

Também em razão da TRI, a prova do Enem não será avaliada pelo percentual de acertos, como em um vestibular convencional. Embora também leve em conta quem acerta mais, o exame atribui um peso a cada pergunta ou grupo delas --assim, responder de modo correto oito em dez questões não representa 80% na nota final.

Tavares usa o esporte para comparar os dois mecanismos: o vestibular clássico é o futebol, em que fazer gol vale um; o Enem, o basquete --em que é possível, a depender da distância, fazer dois ou três pontos.

O resultado será específico para cada tema (português, matemática, ciências da natureza e ciências humanas). Não haverá nota, mas sim uma pontuação que, em uma escala, definirá o grau de habilidades e conhecimentos do aluno. O mais provável é que a escala vá de 100 a 500 pontos, diz o Inep.

Sobre a divisão de questões, diz o diretor do Inep, é provável que o exame tenha 25% de fáceis, 50% de intermediárias e 25% de difíceis.

Há necessidade de perguntas mais simples porque o Enem não será usado apenas como vestibular das federais. Servirá também para avaliar o conhecimento dos alunos que deixam o ensino médio, para aqueles que fizeram o antigo supletivo e para quem quer entrar no ProUni -programa que dá bolsas para alunos de baixa renda em universidades particulares.

Comentários dos leitores
Rafael Macedo (1) 14/01/2010 02h28
Rafael Macedo (1) 14/01/2010 02h28
Eu acho que é uma sacanegem mesmo. E mais, acho que não haverá no próximo enem. Com certeza a média nacional será menor que a do ano passado, o que vai levar a oposição atacar a situação dizendo que a educação está ficando fraca no Brasil. Claro que atitudes serão tomadas.
Além de achar tb que esta foi uma idéia de um desocupado qualquer, que tem idéias deslumbrantes pseudo-intelectuais iluministas. Ou seja, um pefeito Idiota de cuecas de ceda, se é que alguém me entende.
Nada a haver este sistema aqui no Enem. Isso deveria sim, ser adotado em exames para institutos militares que formam caras de alta patente que vivem as custas do dinheiro da população brasileira, e claro, para os selecionar melhor os ministros e secretários. Pena que estes ainda não precisam fazer prova nenhuma, por isso estão alí, trazendo estas maravilhosas novidades para os estudantes.
Brasiiiiillllll...
4 opiniões
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Carlos Gomes (34) 06/12/2009 13h29
Carlos Gomes (34) 06/12/2009 13h29
Com relação à matéria "Enunciados extensos tornaram Enem difícil e cansativo, dizem estudantes": não é à toa que o capital humano desse país e´tão ruim. Com uma juventude que não quer ler mais nem enunciado de prova, onde vamso parar? notem que o sujeito do início da matéria já é graduado? como pode? O país vai muito bem de capital financeiro, mas o capital humano, como eu falei anteriormente, é ruim e a tendência é piorar. Queria ver um seminanalfabeto desses tentar ler um livro de Machado de Assis ou de Jorge Amado... Teria uma concussão tão braba que morreria na 5ª página. 6 opiniões
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Jean Sacramento (1) 06/12/2009 10h32
Jean Sacramento (1) 06/12/2009 10h32
Cada dia que passa fica mais evidente como a política corrompe tudo e todos. Tanto dinheiro gasto para a realização do ENAD, e como resultado uma prova totalmente partidarizada. Agora é o ENEM, deveria ser uma prova para mensurar o raciocínio lógico e conhecimento dos alunos, mas, na realidade se tornou uma MARATONA 180 questões, todas com grandes textos, onde possuem diversas informações desnecessárias.
Para piorar a situação dos candidatos, os que fizeram na Bahia (Campos da Federação) ainda tiveram um atraso de mais de 20 minutos para começar a prova, dentro de uma sala onde o ar condicionado não funcionava, e a água quando pode sair para tomar estava muito quente.
Os portões não foram fechados as 13:00 horas (horário de Brasília), diversas pessoa entraram bem depois. Foi como tudo que é nesse Brasil. Uma bagunça...
5 opiniões
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