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Promotoria vai acompanhar denúncia de e-mail com texto homofóbico da USP
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colaboração para a Folha
O Ministério Público informou nesta quinta-feira que também vai investigar a denúncia de homofobia da publicação "O Parasita", distribuída a estudantes da USP (Universidade de São Paulo) por e-mail.
Uma representação da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de São Paulo foi entregue ao procurador-geral Fernando Grella Vieira solicitando que um promotor acompanhe o caso.
Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público, ainda não foi nomeado um promotor para o caso. O nome deve ser conhecido na próxima segunda-feira (3).
De acordo com o órgão, o caso foi encaminhado ao Centro de Apoio Cível, mas se o promotor entender que houve crime, também haverá investigação na esfera criminal, além da cível.
Caso
O jornal publicou um texto que incitava violência contra homossexuais. A publicação "O Parasita", que só circula por e-mail e que tem periodicidade incerta, trouxe na última edição uma nota, supostamente escrita por um estudante de farmácia, com o texto: "jogue merda em um viado" para ganhar "um convite de luxo para a Festa Brega 2010 (promovida por estudantes)".
A direção da Faculdade de Farmácia abriu uma sindicância para apurar o caso e responsabilizar os autores do texto. A Polícia Civil também investiga a responsabilidade da publicação.
De acordo com o "O Parasita", a faculdade "vem sendo palco de cenas totalmente inadmissíveis". Após citar episódios de beijos e troca de carícias entre alunos homossexuais, os autores afirmam que "se as coisas continuarem assim, nossa faculdade vai virar uma ECA [Escola de Comunicação e Artes, da USP]".
Em 2008, um casal homossexual foi agredido após se beijar em cima do palco de uma festa do curso de veterinária.
O Diretório Central dos Estudantes da USP pediu em nota uma lei federal específica contra a homofobia. O DCE diz lamentar "que estudantes, com o argumento da 'brincadeira', possam incitar violência psicológica e física entre seus pares".
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