29/05/2002
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18h32
Em seis anos de existência, não foi apenas o nome que mudou. Começou tímida, em 1997, com a participação de 2.000 pessoas. Mas a cada nova edição, a adesão ao movimento aumenta. Neste ano, a 6ª edição da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) deve reunir, segundo a organização do evento, 300 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo. A estimativa representa um aumento de 50% em relação ao ano passado, quando 200 mil pessoas acompanharam a caminhada, de acordo com o Comando de Operações da Polícia Militar.
O crescimento deve-se não apenas à adesão dos gêneros que dão nome ao movimento. Heterossexuais e famílias acompanhadas por seus filhos têm sido presença constante na parada, tornando ainda mais oportuno o slogan deste ano: "Educando para a Diversidade".
"A parada conta com a participação importante da comunidade heterossexual. Querem que seus filhos sejam educados para a não-discriminação. São importantíssimos formadores de opinião, desmistificam e quebram paradigmas. Cada vez que eu escuto uma família heterossexual dizer que quer que seus filhos tenham uma educação de inclusão e contra o preconceito, marcamos um gol, não só pelo homossexualismo, mas para tornar a sociedade melhor", diz o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Beto de Jesus.
Para dar maior visibilidade às mulheres, geralmente esquecidas das menções a homossexuais, um grupo de lésbicas motociclistas abrirá o caminho para a parada deste ano, que acontece no próximo domingo. Outra novidade será a participação de carros de som formados apenas por mulheres e homenagens à cantora Cássia Eller, morta no ano passado, e à escritora Cassandra Rios.
A concentração acontece na altura do número 900 da avenida Paulista, a partir das 14h. A parada segue depois pelas avenidas da Consolação e Ipiranga em direção à praça da República, onde acontece um show de encerramento com as Frenéticas.
Leia mais notícias sobre a Parada Gay
Parada do Orgulho GLBT de São Paulo espera 300 mil pessoas
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da Folha OnlineEm seis anos de existência, não foi apenas o nome que mudou. Começou tímida, em 1997, com a participação de 2.000 pessoas. Mas a cada nova edição, a adesão ao movimento aumenta. Neste ano, a 6ª edição da Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) deve reunir, segundo a organização do evento, 300 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo. A estimativa representa um aumento de 50% em relação ao ano passado, quando 200 mil pessoas acompanharam a caminhada, de acordo com o Comando de Operações da Polícia Militar.
O crescimento deve-se não apenas à adesão dos gêneros que dão nome ao movimento. Heterossexuais e famílias acompanhadas por seus filhos têm sido presença constante na parada, tornando ainda mais oportuno o slogan deste ano: "Educando para a Diversidade".
"A parada conta com a participação importante da comunidade heterossexual. Querem que seus filhos sejam educados para a não-discriminação. São importantíssimos formadores de opinião, desmistificam e quebram paradigmas. Cada vez que eu escuto uma família heterossexual dizer que quer que seus filhos tenham uma educação de inclusão e contra o preconceito, marcamos um gol, não só pelo homossexualismo, mas para tornar a sociedade melhor", diz o presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT, Beto de Jesus.
Para dar maior visibilidade às mulheres, geralmente esquecidas das menções a homossexuais, um grupo de lésbicas motociclistas abrirá o caminho para a parada deste ano, que acontece no próximo domingo. Outra novidade será a participação de carros de som formados apenas por mulheres e homenagens à cantora Cássia Eller, morta no ano passado, e à escritora Cassandra Rios.
A concentração acontece na altura do número 900 da avenida Paulista, a partir das 14h. A parada segue depois pelas avenidas da Consolação e Ipiranga em direção à praça da República, onde acontece um show de encerramento com as Frenéticas.
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