Fringe tem espetáculo dedicado aos solitários
BETO LANZAda Folha de S.Paulo, em Curitiba
Ao longo do Festival de Teatro de Curitiba tem se visto muitas peças cujo tema aborda o isolamento. "Afeto", peça de Mônica Prinzac, é mais uma atração endereçada aos solitários. A autora joga uma corda para os que estão em busca de algum indício de vida coletiva.
O espetáculo conta a história das amigas Lu e Lara, mulheres sós, às voltas com os problemas na reconstrução do lugar onde moram.
Num apartamento, ruínas de um incêndio (que pode ser também o interior de cada uma, já que o foco não é necessariamente o mundo exterior), os personagens, cada uma a sua maneira, desfilam suas carências em busca da redescoberta do afeto.
A reconstrução do lar é o mote que a encenadora (a mesma Mônica Prinzac) usa para construir um espetáculo sustentado na palavra e no potencial das atrizes Letícia Isnard e Tatiana Aragão.
O destaque da montagem carioca está na versatilidade da cenografia: simples e bela. Os ambientes são construídos na medida em que a peça evolui, feito de maneira delicada, criando um suave clima de recomeço.
A peça fica em cartaz até amanhã, no teatro Casa Vermelha, no Fringe - mostra paralela do Festival de Teatro de Curitiba.
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