Festival de Curitiba ignora Nelson Rodrigues em 2003
PEDRO IVO DUBRAda Folha de S.Paulo, em Curitiba
Em meio ao sortido e desigual jardim de encenações do Festival de Teatro de Curitiba, não vicejou na 12ª edição do evento a flor de obsessão rodriguiana.
A extensa obra do mais popular dramaturgo do país -contos, romances, crônicas, peças- não inspirou montagens no festival, o que não acontecia desde 98, ano inaugural do Fringe.
Houve descanso para Nelson Rodrigues em 92 (primeira edição) e 95, em que se apresentaram, somados, nas duas edições, 40 espetáculos, somente.
A Gianfrancesco Guarnieri, Jorge Andrade, Plínio Marcos e Ariano Suassuna, para citar alguns, coube o papel de representar a velha guarda nacional em tempos de commedia dell'arte revisitada, solidão, texto-direção-interpretação e outros bichos.
Especial


