Jefferson Kulig faz desfile conceitual ao unir moda, ciência e tecnologia
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da Folha OnlineAs coleções apresentadas por Jefferson Kulig na São Paulo Fashion Week têm sido marcadas por seu caráter conceitual e, consequentemente, pela escassez de peças comerciais.
| F.Florido/Folha Imagem |
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| Look conceitual da coleção de Jefferson Kulig; veja fotos |
Dando continuidade ao estudo do corpo humano, suas funções e mecanismos, Kulig lançou mão da biomecânica. Segundo o material divulgado pelo estilista, "entre as peças da coleção destacam-se as que emitem estímulos eletroacústicos, provocando sensações e se integrando ao movimento".
Para Kulig, enquadram-se nesse conceito os colantes body suit com estampas de músculo, vestidos com recortes vazados e saias que formam camadas como se fossem dobraduras e dão a idéia de movimento de ondas.
Capacete de sensores com fios conectores e peças com estampas feitas a partir de trabalho com pólvora e areia também foram usadas seguindo esse conceito, na medida em que, de acordo com Kulig, "remetem quimicamente à fisicalidade do corpo e sua estrutura basal".
Como acessório, o estilista criou bases acopladas ao corpo e conectadas a hastes metálicas que, segundo ele, "além de sua função estética funcionam como músculos artificiais, potencializando a atividade físico-motora".
A criação do estilista, entretanto, não convenceu uma das modelos, que não conteve o riso diante do silêncio da sala e da platéia que ouvia apenas o som desse acessório.
A série de peças estampadas e um mantô azul foram alguns dos poucos modelos que ficaram entre o conceitual e o comercial.
As peças da coleção vieram em materiais como a borracha e tecidos sintéticos. Na cartela de cores o castanho, o vermelho sangue, o cor de pele, o branco, o azul e o preto foram os principais.
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