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Maurice Béjart comemora os 50 anos de sua companhia de dança
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Com duas festas em Lille, na França, o coreógrafo francês Maurice Béjart celebra os 50 anos de sua companhia de dança, aniversário que vem comemorando desde setembro com uma turnê pela Europa.
Seu novo espetáculo, "A arte de ser avô", assim como "Bolero", fazem parte do programa desta celebração.
Em sua turnê de aniversário, a companhia já apresentou 14 coreografias, entre elas "Sinfonia para um homem só", de 1954, "Bolero", de 1960, "Variações para uma porta e um suspeito", de 1965, e "O pássaro de fogo", que estreou em 1970.
Após estudar balé clássico em Paris, e ter passado por Vichy e Londres, Béjart se lançou como coreógrafo, formando, em 1954, sua primeira companhia na capital francesa, Les Ballets de L'Etoile.
Convidado para o Monnaie de Bruxelles em 1959 para realizar uma versão de "A consagração da Primavera", de Stravinsky, Béjart teve tanto sucesso que foi convidado por Maurice Huisman, diretor do Monnaie, a criar, em 1960, a companhia na capital belga.
Assim nasceu o Ballet do Século 20, que durou até 1987, ano em que o coreógrafo se mudou para a Suíça para fundar a Béjart Ballet Lausanne e mais tarde sua escola "Rudra".
O BBL limitou seu elenco a trinta e cinco bailarinos em 1992, mas Maurice Béjart criou também, em 2002, a "Companhia M", destinada a jovens bailarinos.
"Nunca houve ruptura. Trata-se da mesma companhia de 50 anos atrás, embora com diferentes nomes", declarou recentemente Béjart ao evocar seu meio século dedicado à criação na dança.
À frente de seu elenco, Maurice Béjart pode se orgulhar de ter um repertório extraordinário e de um trabalho que contrasta com seu difícil início na Paris dos anos 50, quando tinha que encontrar um público para uma música e uma coreografia totalmente de vanguarda.
"Quando estreamos 'Sinfonia para um homem só' me disseram que eu ia espantar as pessoas. Em Paris, naquela época, quando tínhamos 80 pessoas na sala, estávamos contentes", lembrou.
Maurice Béjart escreveu desde então cerca de 300 balés e suas coreografias ecléticas o transformaram em um dos grandes inovadores da dança contemporânea.
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