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11/01/2005 - 10h05

Minissérie da Globo usa papel para roupas e sucata para adereços

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JAMES CIMINO
do Agora

"Hoje É Dia de Maria", que estréia hoje na Globo depois do "Big Brother Brasil", às 22h30, é uma microssérie de oito capítulos que inova na concepção cênica. Começa pela locação, uma tenda gigante (reaproveitada do Rock in Rio) em que foram implantados jardins e lavouras de trigo, e termina com os cenários e figurinos, compostos de materiais como papel e sucata.

Lia Renha, a cenógrafa, conta que a idéia da tenda surgiu por causa do formato do próprio mundo. "A gente não vê o mundo com quinas, então não podia ser um quadrado."

Em uma das cenas, chamada de "homens de papel", as roupas são feitas exatamente desse material. O autor da façanha é o estilista Jum Nakao, que levantou a última edição da São Paulo Fashion Week com seu desfile vanguardista em que as modelos vestiam-se de diversos tipos de papel e usavam perucas que imitavam as dos antigos bonecos Playmobil. "Uso o papel por causa dos inúmeros recursos que ele possui. É mais plástico e permite uma roupa com vida", diz.

Além dessa cena, Nakao usou o papel para compor partes menores de outros figurinos de tecido, como o do personagem Asmodeu (o diabo). "Partes da roupa dele vão ser animadas, como se fossem tentáculos. Isso não permite que o personagem dissimule suas reais intenções, mesmo quando se finge de bonzinho", explica o estilista.

Contudo, só papel não é suficiente para alcançar os efeitos cênicos desejados. Alguns efeitos de animação são usados conjuntamente, principalmente nas cenas do pássaro que acompanha a menina Maria. "A animação serve para deixar o movimento mais próximo da realidade", conta Luiz Fernando Carvalho, o diretor.

Há, ainda, em cena, bonecos manipuláveis criados pelo tradicional grupo mineiro de teatro Giramundo. O artista plástico Raimundo Rodrigues montou uma série de peças nas quais utiliza sucatas. Dentre elas estão os cavalos de fibra de vidro --em tamanho real-- que têm, em sua superfície, diversos tecidos e até marmitas de alumínio, entre outros materiais. "Para mim, são pedaços de sentimentos que as pessoas jogaram fora. Costumo dizer que tudo que não serve para os outros, serve para mim", brinca o artista plástico.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre o seriado "Hoje É Dia de Maria"
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